Depois de reabilitar pacientes que não possuíam a dentição da arcada inferior, o Instituto Branemark pretende atender jovens que tenham problema de falta de dentes e iniciar cirurgias de implantes faciais para pacientes que tiveram tumores extraídos no rosto. A expansão do tipo de serviço é a meta do instituto para o ano que vem, segundo o professor Per-Ingvar Branemark.
Ontem à tarde, dezenas de dentistas de todo o Brasil participaram de um encontro no instituto, que comemorou um ano de fundação. De acordo com o professor sueco Branemark, pioneiro na técnica de osseointegração e fundador do instituto, superadas as dificuldades deste ano, a entidade poderá atingir a sua meta inicial, que é de 30 pacientes por mês.
“O problema da falta de dentes entre os jovens é muito sério. Ano que vem vamos nos concentrar em atender esse público”, enfatiza o professor. O instituto também continuará a realizar implantes de pinos de titânio para os pacientes já cadastrados. Até ontem, 50 pessoas de Bauru e região já tinham recebido o implante.
Os cirurgiões voluntários que atuam no instituto também começarão a realizar outro procedimento na entidade. Já em outubro, estão previstas três reabilitações mais complexas: implantes faciais para pessoas que tiveram tumores extraídos. Segundo Ingrida Ginters, vice-presidente da entidade, esse procedimento também será intensificado em 2007.
Em seu discurso, Branemark ressaltou a importância do investimento em serviços odontológicos. “Não se pode minimizar o problema. É preciso investir em odontologia. Essas coisas são importantes de ser cobradas nessa época de eleições”, aponta. Ele também destacou a iniciativa das equipes de profissionais que vêm de todo o País operar gratuitamente no instituto. “Não faltam desafios e não faltam pacientes”, observa. “O melhor de tudo é, depois de anos, você encontrar um paciente e não ver mais um inválido, e sim um reabilitado”, diz.
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Instituto quase fechou
A burocracia brasileira quase levou ao encerramento das atividades do professor Per-Ingvar Branemark no País. Os equipamentos cirúrgicos importados pelo instituto ficaram retidos na alfândega e só foram liberados em março desse ano. O Instituto Branemark foi inaugurado em setembro de 2005.
“Teve um momento, há alguns meses atrás, que pensamos em desistir. Pensamos em fechar o instituto e retornar à Europa. Mas amamos muito o Brasil, nossos pacientes e colaboradores e decidimos tentar mais um mês. Ao ver o apoio das equipes, que vinham de vários lugares até o Brasil para operar, tivemos uma explosão de ânimo”, revela Branemark.