Ibitinga - Com a Feira do Bordado consolidada, com 33 edições com a deste ano, Ibitinga (a 90 quilômetros de Bauru) promove, até hoje, a 1.ª Feira do Artesanato (FAI). Com 130 expositores, o evento ocupa o Pavilhão Permanente de Exposições Dr. Licínio Hilmar de Oliveira Arantes. A cidade conhecida como “Capital Nacional do Bordado” pretende emplacar o artesanato como mais uma opção de acessórios para casa.
Mais modesta que a Feira do Bordado, a primeira edição da FAI mostra um leque de alternativas para quem quer melhorar o layout da casa. Nas várias barracas é possível encontrar toalhas de banho, guardanapos, quadros, flores naturais e artificiais, peso para porta, porta-sacos, capa para galão de água, aventais, porta-jóias, caixas de madeira, bolsas, viveiro de mudas, bichos de pelúcia, pijamas, tapetes e uma infinidade de acessórios.
O detalhe do evento é que os produtos são fabricados pelas mãos dos artesãos que vivem na informalidade e participam da feira de sábado na Praça Rui Barbosa. O presidente da Associação dos Ambulantes em Produtos Artesanais e Semi Industriais da Estância Turística de Ibitinga, Jeferson Luiz da Silva Benites, explica que, dos 130 expositores, 30 são artesanais e os demais semi-artesanais.
Para ele, a FAI é uma oportunidade única para que os artesãos da cidade consigam divulgar o seu trabalho. “Nossa expectativa é fazer com que a comunidade de Ibitinga e região conheça o trabalho. Esperamos contabilizar visitas e não somente lucros.”
Benites avalia que, para os artesãos, está sendo uma experiência inovadora. “A idéia é incutir na cabeça dos artesãos a necessidade de organizar e participar de eventos. Esperamos receber cerca de dois mil visitantes hoje. Estamos plantando uma semente que, no futuro, poderá gerar um grande evento.”
Ele explica que a maioria dos artesãos que participa da FAI são aqueles que trabalham na praça. “A maioria deles está na faixa etária dos 30 aos 50 anos. Eles trabalham em suas próprias casas, no fundo de quintal. Não possuem loja e a maioria deles não possui nem um outro tipo de atividade, vivem disso.”
A feira, organizada com o apoio da prefeitura, tem quatro ambientes: o setor de expositores da “Feirinha da Praça Rui Barbosa”, o setor de artesanato manual, a área de apresentações artísticas e a de alimentação, coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, com renda beneficente.
Para a artesã Neusa Ana Dori Micheli, 66 anos, que há 15 participa da feira da praça, a FAI é uma oportunidade de mostrar seu talento. “Não estou esperando tanto pelo volume de vendas, mas quero mostrar meu trabalho.”
Para o expositor Alexandre Batista, a experiência está sendo muito boa. “Estamos divulgando nosso produto e não temos que enfrentar o sol e a chuva que não raras vezes atrapalham a nossa feira da praça.”
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Resgate da Cultura
Para o prefeito de Ibitinga, Florisvaldo Antônio Fiorentino (PSDB), o objetivo é resgatar e, simultaneamente, enaltecer a cultura do município, valorizando os trabalhos dos artesãos.
“A feira está bem setorizada, os produtos expostos são de excelente qualidade e de beleza ímpar, com bons preços”. Para ele, a tendência é o crescimento natural da Feira que pode ter outra versão programada para o ano que vem.