Era uma vez um migrante nordestino que ousou desafiar os poderosos empresários metalúrgicos. Era uma vez um torneiro mecânico que na única oportunidade de trabalho mais especializado, mutilou-se e aposentou-se. Era uma vez um pensionista que fundou um Partido dos Trabalhadores sem pouco ter trabalhado.
Era uma vez um sindicalista com o dom da palavra que arregimentou milhares de trabalhadores e levou-os a sonhar. Era uma vez um combativo opositor que ousou ser deputado e em sendo qualificou deus pares de “picaretas”. Era uma vez um deputado que tentou por vezes ser presidente da República, espinafrando seus adversários.
Era uma vez um político que fez constantes bravatas sobre candidatos que fugiam do debate. Era uma vez um candidato que prometeu mudar tudo e depois de tanto insistir teve a merecida oportunidade.
Era uma vez um oportunista que se fez presidente. Era uma vez um presidente que se superou dia-a-dia no desenvolvimento de “pérolas”, envergonhando-nos. Era uma vez um feroz defensor da ética ver toda sua corte se lambuzar na lama, sem saber de nada.
Era uma vez um presidente deslumbrado com seus brinquedinhos pagos pelos pobres desse País. Era uma vez um presidente que fugiu do debate, covardemente como sempre foi. Era uma vez um sonho que infelizmente está se tornando um pesadelo. Tomara seja esta a última vez.
Marco Labão