Jaú - Pane em uma urna eletrônica obrigou 509 eleitores de Jaú (47 quilômetros de Bauru) a votarem em cédulas de papel. No município de São Manuel, o problema se repetiu com uma pequena parte dos votos dos primeiros eleitores computados na urna eletrônica da 43.ª seção. O sistema informatizado apresentou defeito e a votação seguiu nas cédulas convecionais (leia matéria nesta página).
Outras quatro urnas eletrônicas em escolas de Jaú tiveram que ser substituídas por apresentar o problema. O município, com 86.310 eleitores, possui 56 seções espalhadas em 26 colégios.
Na EEPSG Benedicto Montenegro, no bairro Pedro Ometto, das 11 seções eleitorais, a 56.ª teve a eleição em cédula de papel. Para a surpresa dos eleitores, o voto manual foi feito em dois tipos de cédula. Na branca, votava-se para deputado estadual e federal e se depositava o voto na urna de lona. Depois, o mesário liberava a cédula amarela para que o eleitor anotasse o número das candidaturas a governador do Estado de São Paulo, presidente da República e senador, finalizando com novo depósito na urna manual.
Com o ritmo lento, até as 14h, apenas cerca de 220 pessoas haviam votado das 509 aptas na seção. Esse vaivém criou impaciência nos eleitores que aguardavam na fila formada no corredor para votar. Para minimizar o tempo de espera, foram instaladas duas cabines de votação.
O motorista Claudemar Forato, 40 anos, chegou às 13h40 para votar e até as 14h05 havia percorrido apenas metade da fila da seção 56. “No Brasil é assim”, declarou.
A funcionária do setor calçadista Gislaine Aparecida Acre, 38 anos, saiu reclamando pelo tempo de espera para votar manualmente. “Ah, tenha dó, é muito ruim por causa da demora. São muitos candidatos”, desabafou.
Na sala ao lado, onde funcionou a seção 55, os eleitores demoravam, em média, um minuto e meio para votar na urna eletrônica. No entanto, pessoas com menor habilidade no manuseio do sistema eletrônico demoraram mais tempo, principalmente, devido à grande quantidade de votações - cinco ao todo.
Conforme a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, após terminada a votação os votos em papel foram apurados pela equipe coordenada pelo juiz eleitoral do município. O resultado é digitado e transmitido para o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
Tranqüilidade
Na EMEF Pádua Salles, na área central de Jaú, a coordenadora do colégio, Luciana Pavan, explicou que a votação fluiu bem pela manhã, mesmo com os eleitores optando por votar no primeiro período do dia.
A escola concentra 11 seções eleitorais e, entre 12h e 13h, a movimentação de eleitores era pequena. A porta da seção 53 era a única com um pequeno grupo de eleitores aguardando a vez para votar. Entretanto, a expectativa de Pavan era de um novo aumento no fluxo de eleitores entre 15h e 17h, horário final da votação.