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Serra terá maior apoio na Assembléia

Folhapress
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São Paulo - O governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), deve começar seu mandato, em janeiro, com mais apoio na Assembléia Legislativa do que o seu antecessor no cargo, Geraldo Alckmin, do mesmo partido. Sozinha, a coligação pela qual José Serra foi eleito (PSDB-PFL) conseguiu eleger 35 deputados, nove a mais que todo o bloco de oposição (PT, PSB e PSOL).

Além dos parlamentares que compõem a coligação PSDB-PFL, Serra também deverá contar com apoios históricos e outros ocasionais de partidos como o PV, PDT, PPS, PTB, PP, PL, PSC e PRONA. A indefinição ficará por conta do PMDB, que conseguiu eleger quatro deputados - em 2002, também havia conseguido quatro cadeiras. Rompido com a base governista, o partido pode se aliar ao grupo de oposição, mas uma definição só será tomada após as costuras políticas.

A vantagem de Serra se reflete no desempenho da coligação PSDB-PFL em relação a 2002. Naquela ocasião, a chapa havia conseguido fazer 24 deputados, 11 cadeiras a menos do que obteve em 2006. Entre os dez deputados mais votados, oito são ligados ao grupo de Serra. Reeleito, Vaz de Lima deverá liderar os tucanos como presidente da Assembléia. Outro tucano, Barros Munhoz está cotado para assumir uma secretaria estadual.

Entre os aliados dos tucanos, o PV foi o que teve melhor desempenho: em 2002, cinco deputados haviam sido eleitos pelo partido. Na eleição deste ano, são oito. Em compensação, o PP conseguiu apenas duas cadeiras, contra sete em 2002.

Um dos principais representantes do partido na Assembléia, Edson Gomes é outro que não conseguiu a reeleição. Oposição Na oposição, o PT, que elegeu 23 deputados há quatro anos, agora perdeu três representantes. Nomes como Beth Sahão e Carlos Neder não conseguiram se reeleger.

O PC do B, por sua vez, perdeu os dois deputados que fez em 2002, enquanto o PSB perdeu duas das seis cadeiras que havia feito. O bom desempenho da oposição em 2002 havia sido determinante na ocasião, quando os petistas conseguiram eleger Rodrigo Garcia (PFL) presidente da Casa.

“Novatos”

São 44 os “novatos” na Assembléia Legislativa e 50 os que conseguiram se reeleger.

As novas regras eleitorais, que restringiram os gastos em comunicação de campanha, criaram uma expectativa entre os deputados de que a renovação, este ano, seria menor. Nas eleições anteriores, também houve 44 novatos. Além das novas regras, deputados que disputaram a reeleição acreditavam que, em geral, todos os candidatos teriam uma votação mais baixa. Um dos motivos, diziam, é a quantidade de cargos eletivos que o eleitor teve de escolher de escolher.

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