Lançado há pouco tempo no mercado nacional, o Fiesta Flex tem bons motivos para fazer sucesso. A começar pelo design, que efetivamente é bonito e tem linhas modernas que agradam em cheio o gosto dos brasileiros, acostumados em muitas ocasiões a comprar motivados pela emoção que um belo visual provoca. Outro fator que tem tudo para agradar os motoristas é o comportamento dinâmico convincente do “carrinho”, que, dentro das óbvias limitações impostas por um carro “mil”, tem características positivas de dirigibilidade e estabilidade.
Foi o que o AutoMercado & Cia pode comprovar durante a avaliação realizada na versão hatch do Fiesta Flex 1.0. Rodando todo o tempo abastecido com 100% de álcool, o carro mostrou evoluções em relação ao desempenho do “antigo” modelo a gasolina, que deixará de ser produzido.
Logo nas primeiras aceleradas já é possível sentir a diferença das mudanças realizadas no escalonamento das marchas, principalmente a primeira e a segunda, que foram encurtadas para dar ao modelo um pouco mais de disposição - leia-se torque (força) do motor - nas faixas de rotação mais utilizadas no trânsito urbano.
Entretanto, como se trata de um 1.0, não se iluda: há limitações, como as arrancadas e retomadas de velocidade, que só demonstram certo vigor em faixas de rotações acima dos 2.500 rpm, que é quando o motor começa a “acordar” e fazer o Fiesta Flex ganhar velocidade até próximo dos 5.000 rpm. Mesmo assim, o modelo sai-se bem no “anda-e-pára” urbano e não cobra um valor alto na hora de abastecer, pois atingiu média de 8,0 km/l com álcool na cidade, exatamente o índice oficialmente divulgado pela montadora.
Já na estrada, andando nas faixas de velocidades permitidas de 100 km/h a 120 km/h, o Fiesta Flex comporta-se até com certa desenvoltura quando está embalado, mas sofre um pouco em subidas mais íngremes, exigindo reduções constantes de marchas, características naturalmente esperadas de um modelo “mil”. Ainda assim, o veículo exibe uma outra qualidade: o ruído interno em quinta marcha, mesmo com o motor já nos 4.500 rpm, não chega a ser exagerado, o que ajuda em viagens longas.
Pontos positivos também para a estabilidade em retas e curvas e para as suspensões do modelo, que sempre foram destaques no Fiesta e se mantiveram na versão Flex. Firme, a suspensão evita que a carroceria oscile demais em curvas, transmitindo sensação de segurança, e ainda assim consegue filtrar as constantes e inúmeras irregularidades das ruas e estradas nacionais. Destaque, ainda, para a agradável posição de dirigir, facilitada e muito pelo câmbio com alavanca comprida.
Já na lista de itens de série, o modelo traz “recheio” tradicional e que não foge à regra do segmento dos compactos, como banco traseiro bipartido, espelhos retrovisores externos com controles internos, sistema antifurto, aviso sonoro de faróis acesos, porta-luvas com iluminação, relógio digital, conta-giros e vidros verdes.
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Ficha Técnica
Fiesta Flex
• Motor: 1.0 bicombustível
• Potência (cv): 73 (álc.)/71 (gas.)
• Torque máximo: 4.750 rpm
• Transmissão: mecânica cinco marchas
• Freios: discos dianteiros/tambores traseiros
• Comprimento (m): 3,91
• Largura (m): 1,67
• Altura (m): 1,45
• Entreeixos (m): 2,49
• Porta-malas (litros): 305
• Tanque (litros): 45
• Preço inicial (R$): 29.300,00