Os “hermanos” argentinos costumam visitar Pucón pela proximidade. A fronteira fica a cerca de 60 quilômetros da cidade. Durante a Colônia, ensinam os guias de turismo, a região era muito conhecida em todo o Sul do Chile por ser passagem importante para a terra de Evita Peron. E a chamavam de “El boquete del Trancura” ou de “El paso de la Villa Rica”.
Os primeiros a transitar por ali foram os antepassados araucanos, conhecidos como “los Pechuenches” ou gente del Este – porque viviam em ambos os lados da Cordilheira dos Andes. Quando o espanhol Pedro del Valdívia passou por lá, em 1551, se interessou em construir uma comunidade junto ao vulcão, para controlar o acesso de forasteiros, tendo em vista que a zona era rica em ouro e prata.
Valdivia enviou, um ano mais tarde, Gerónimo de Alderete, que desistiu de montar o povoado muito próximo aos pés do vulcão por conta da grande quantidade de neve que dele escorria. Preferiu montar acampamento junto ao lago, onde nasce o rio Toltén, conhecido hoje com o mesmo nome do vulcão: Villarica. Dali foi um passo para a fundação de Pucón (a principal passagem para a Argentina a partir de Villarica, dominada pelo cacique Pucón).
Hoje vivem na cidade mais de 20 mil habitantes, muitos ainda descendentes dos índios mapuches, que têm sua história e cultura preservadas (não deixe de visitar o Museu Mapuche, particular, no centro comercial).
Oficialmente, Pucón foi fundada em 27 de fevereiro de 1883, quando o coronel Gregório Urrutia levantou no lugar um forte para controlar a passagem para a Argentina e manter contato com as tribos Mapuches do cacique Pocollanca.
Com a expedição pacificadora, chegaram os primeiros estrangeiros, incluindo árabes e alemães (o estilo enxaimel prevalece nas construções da cidade, assim como ocorre no Rio Grande do Sul).