Nacional

Greve pára 190 mil bancários no País

Por Karen Camacho | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O primeiro dia da greve nacional dos bancários envolve 36 mil trabalhadores em São Paulo e 190 mil no País, o que representa quase metade da categoria, formada por 400 mil bancários. Os bancários reivindicam reajuste salarial e outros benefícios. Na Capital paulista, Osasco e região a greve atinge 503 locais de trabalho entre agências e centros administrativos, segundo o sindicato da categoria.

Em todo o País, a Contraf-CUT contabiliza greve em 24 Estados onde o a confederação têm sindicatos filiados, incluindo o Distrito Federal. Apenas Goiás, Amazonas e Tocantins não têm sindicatos filiados. Procurada, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não se pronunciou sobre uma contraproposta para acabar com a greve. Ela propôs reajuste salarial de 2,85%, um pouco maior do que a primeira proposta, de 2%, mas muito inferior ao reivindicado pelos bancários, que pedem reposição de 7,05%.

A Fenaban argumenta que o reajuste de 2,85% é equivalente à inflação medida nos últimos 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Fenaban também alterou a proposta em relação ao pagamento de PLR.

Os bancos propõem agora o pagamento de PLR de 80% do salário mais R$ 823,00de parte fixa, contra R$ 816,00 anteriormente. Nos bancos em que o lucro cresceu ao menos 20% neste ano, a PLR seria acrescida ainda de R$ 750,00. Foram sete rodadas de negociação entre os bancos e os representantes da categoria. Os bancários chegaram a fazer 24 horas de greve nacional e anteontem, seis Estados e seis Capitais já tinham parado.

Em reunião na segunda-feira, os sindicalistas avisaram que o reajuste de 2,85% não contemplava as reivindicações da categoria. Para o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, “a proposta não representa aumento real e manteve uma PLR que não contempla todos os trabalhadores e nem representa uma distribuição mais justa do crescimento do lucro do setor.”

No País, aprovaram a greve os sindicatos Belo Horizonte, Maranhão, Rondônia, Rio de Janeiro e Brasília. Outros bancários já estavam em greve e continuaram em Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Salvador e região, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Piauí e Goiás.

No Estado de São Paulo, além da Capital, Osasco e região, a greve foi confirmada nas regiões de Bragança, Limeira, Bauru, Jundiaí, Guarulhos, Assis, Mogi das Cruzes e ABC. No ano passado, quando houve greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700,00 de abono e participação nos lucros e resultados (PLR) mínima de 80% do salário mais R$ 800,00. Na ocasião, a primeira proposta dos bancos foi de 4% de reajuste.

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