Quando o assunto é asma, algumas pessoas chegam a torcer o nariz. “Asma eu não tenho, é só bronquite”, afirmam. Para a Associação Brasileira de Asmáticos (Abra) - Regional São Paulo (www.abrasaopaulo.org.br), assumir a doença, que é crônica, compreendendo seus mecanismos e saber prevenir as crises garantem uma melhor qualidade de vida.
No Brasil, estima-se que 20% da população tenha asma e, nos meses de outono e inverno, os problemas decorrentes da asma podem tornar-se mais freqüentes.
O presidente da Associação Brasileira de Asmáticos - Regional São Paulo, Bernardo Kiertsman, professor adjunto de pediatria e chefe do Serviço de Pneumologia Pediátrica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, está cada vez mais convencido de que o acesso à informação têm contribuído consideravelmente à disseminação de conhecimento da doença.
A Abra, por exemplo, realiza anualmente uma campanha pública de conscientização sobre a doença. A iniciativa é importante, visto que o Brasil é o oitavo país no mundo na incidência da asma, mas a grande maioria de portadores desconhece sua doença.
Apesar dessa incidência, muitos ainda acreditam que bronquite é diferente da asma. “Não existe diferença entre asma e bronquite, são nomes diferentes para uma mesma doença. O que existe é uma variação na manifestação do mesmo problema, cujos sintomas mais freqüentes são chiado, aperto no peito, tosse e falta de ar”, informa Kiertsman.
A periodicidade das crises varia para cada paciente. Alguns têm crises ocasionais e leves, outros convivem com o desconforto pelo menos uma vez por semana e outros apresentam sintomas diários, contínuos ou não, e que podem até limitar as atividades do dia-a-dia. Para todos há tratamento profilático, com a finalidade de melhorar sua qualidade de vida. Este tratamento é individual para cada paciente e deve ser prescrito pelo seu médico.
O tratamento deve ter como objetivos, de acordo com a Iniciativa Global da Asma, alcançar e manter o controle dos sintomas, prevenir os episódios ou crises de asma, minimizar ou eliminar a necessidade de tratamento com medicamentos de resgate (alívio), eliminar ou minimizar as visitas de emergência ao médico ou ao hospital, manter níveis normais de atividade e exercícios físicos, além de manter a função pulmonar normal ou muito próxima da normalidade.