Economia & Negócios

Caixas eletrônicos e lotéricassão alternativas durante greve

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos bancários, que está mantida por tempo indeterminado, está causando dor de cabeça à população, especialmente entre os mais idosos. Os usuários do serviço estão encontrando dificuldades, principalmente, para pagar contas e sacar dinheiro.

Os correspondentes bancários, como as lotéricas e os terminais eletrônicos, têm sido as alternativas para quem depende de banco diariamente. Nos últimos dias, o movimento nas casas lotéricas tem aumentado cerca de 15%, conforme o subdelegado do Sindicato dos Lotéricos de Bauru e Região, José Ricardo Ferraz de Arruda.

“Esse aumento é reflexo do começo do mês, período em que as pessoas pagam suas contas. As filas são normais nessa época e o movimento não tem sido nada anormal”, comenta Arruda.

A demanda maior tem sido mesmo no auto-atendimento dos terminais eletrônicos dos bancos, onde às vezes ocorrem, problemas de falta de dinheiro para o saque de dinheiro e benefícios.

Anteontem, por exemplo, um grupo de aposentadas tentou resgatar a aposentadoria na agência do Banco do Brasil da rua 1.º de Agosto, no Centro de Bauru, mas não conseguiram porque a máquina estava sem dinheiro. O problema foi contornado uma hora depois.

Além de saques, os terminais bancários aceitam depósitos, pagamento de títulos e outras contas, emissão de talão de cheque, empréstimos entre outros serviços.

As casas lotéricas também recebem pagamentos de tributos municipais, duplicatas da Caixa Econômica Federal (CEF), boletos, além de saques de benefícios como o seguro-desemprego, fundo de garantia, aposentadoria e Bolsa-Família.

Sem acordo

Os bancários completam hoje 13 dias de paralisação em Bauru. Ontem, 16 das 44 agências do município não funcionaram. Seis unidades do Banco do Brasil ficaram fechadas; quatro da Caixa Econômica Federal; duas do Itaú e quatro da Nossa Caixa. Na região, 11 agências ficaram fechadas nesta terça-feira entre as cidades de Agudos, Avaré, Lençóis Paulista, Fartura e Santa Cruz do Rio Pardo.

A categoria pede um reajuste salarial de 10,96%, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propõe aumento inferior ao reivindicado.

“Não pretendemos abrir mão do movimento enquanto os banqueiros não oferecerem um percentual maior de reajuste de salário”, afirma Paulo Tonon, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região. Ontem, em nova rodada de negociação, a Fenaban ofereceu 3,5% de aumento salarial, o que foi rejeitado pelos grevistas, que decidiram manter o movimento por tempo indeterminado.

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