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Veneno em pé de acerola gera alerta

Da Redação
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Uma cena urbana corriqueira deu origem ontem a uma situação de alerta sobre o tratamento de doenças que atingem plantas localizadas em áreas públicas. Uma pessoa que não quis ter o nome divulgado procurou o JC para dizer que um pé de acerola que havia recebido veneno estava causando riscos a quem passava pela quadra 18 da rua Floriano Peixoto.

O morador que plantou a muda, que também pediu para ter o nome preservado, disse que foi orientado por seu vizinho a passar veneno para matar os pulgões que atacaram a planta. Mas segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Barbieri, defensivos agrícolas não podem ser utilizados na área urbana.

“Eu não sabia que não podia passar veneno. Quando eu plantei (o pé de acerola), pensei em deixar as pessoas comerem as frutas mesmo, porque eu tenho (plantação) dentro de casa. Mas depois que fiquei sabendo do problema, hoje (ontem) eu mandei arrancar todas as frutas do pé, mesmo com os avisos que coloquei”, diz o morador que plantou o pé de acerola.

Cuidadoso, ele colocou vários bilhetes espalhados pela árvore com o seguinte aviso: “Cuidado! Passei veneno hoje.” Alertado sobre o risco à saúde de quem viesse a ingerir as frutinhas, decidiu arrancá-las.

De acordo com Barbieri, defensivos agrícolas só podem ser comercializados mediante solicitação de um responsável técnico autorizado, como um agrônomo. “O problema é que as lojas agropecuárias vendem para qualquer pessoa”, diz. Segundo ele, o pulgão pode ser exterminado com água de fumo, sem a necessidade de veneno.

“Dependendo do veneno, como o Temik, por exemplo, 0,2 gramas é suficiente para matar uma pessoa. Um grama pode matar um boi de 500 quilos. Os defensivos agrícolas não podem ser usados na área urbana”, alerta o secretário do Meio Ambiente.

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