A finalização das obras da nova ala do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho) de Bauru está dependendo de licitação para a execução do serviço. A construção está parada há quatro anos.
Conforme o superintendente do hospital, José Alberto Souza Freitas, o processo licitatório tem de ser feito pela Universidade de São Paulo (USP) – mantenedora do Centrinho – até o final deste ano, como determina o governo do Estado, que deve liberar verba de R$ 20 milhões para a conclusão da obra. Os trabalhos seriam retomados no começo do mês de janeiro de 2007.
“O recurso está reservado no orçamento do ano que vem da Secretaria de Estado da Saúde, o que foi confirmado pelo governador Cláudio Lembo e pelo secretário Luiz Roberto Barradas Barata. A idéia é que entre os dias 2 e 3 de janeiro, o governador eleito José Serra assine a liberação e no outro dia a obra recomece. Está tudo dentro do cronograma”, afirma Freitas.
Para o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), o término do novo imóvel da unidade poderia estar mais adiantado. “Espero que a superintendência do Centrinho consiga o processo (de licitação) antes do fim do ano. Não sei o que estão esperando. A USP está demorando muito para viabilizar isso. O ex-governador Geraldo Alckmin autorizou essa verba para terminar o hospital antes de deixar o cargo. Não sei o que está acontecendo”, diz Tobias.
De acordo com Freitas, falta concluir ainda 30% da nova ala do Centrinho. Desde 1989, quando a construção foi iniciada, foram aplicados cerca de R$ 18 milhões em recursos, de acordo com a última atualização feita no começo deste ano.
O superintendente também adiantou que serão erguidos dois blocos. Um deles com três andares, onde será instalado o setor de saúde auditiva. O outro será destinado à recepção dos pacientes. Ao todo, o complexo terá 26 mil metros quadrados de área construída.
“Assim que a construção for retomada, sua conclusão deverá ocorrer em até nove meses. Teremos mais 60 dias de prazo para a instalação dos equipamentos”, acrescenta Freitas. Segundo ele, o governo do Estado deve liberar mais R$ 15 milhões para a compra dos aparelhos.
A nova ala, conforme o superintendente, atenderá os casos de alta complexidade, que envolvem os pacientes com cardiopatias congênitas, cirurgias craniofaciais, entre outros procedimentos do gênero.
A atual unidade do Centrinho continuará em funcionamento, mas apenas com atendimento a casos de média complexidade.
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Atendimentos
O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho) de Bauru atende atualmente, cerca de 45 mil pacientes matriculados na área de má-formação. No setor de deficiência auditiva, são mais de 20 mil.
Segundo o superintendente do hospital, José Alberto Souza Freitas, a entidade recebe por mês, média de 3 mil pacientes que sofrem com as anomalias.
O Centrinho dispõe atualmente de 690 funcionários, entre médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde. Com a inauguração da nova ala, o quadro deve ter acréscimo de 50%.