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Professor garante: ‘se estudar, passa’

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Do alto de seus 24 anos de experiência em concursos públicos, o professor de matemática Carlos Iunes garante: “quem estuda, passa”. Segundo ele, se o candidato levar a prova a sério e se dedicar de corpo e alma, as chances de aprovação são as melhores possíveis.

A maior dificuldade, segundo o professor, são as provas específicas. No caso de concurso para vaga na área jurídica, por exemplo, são as questões de direito. Mas mesmo assim, não é nada que possa tirar o sono do candidato. Segundo Iunes, as provas hoje são mais coerentes. Portanto, estão mais fáceis.

“Antigamente, exigiam conhecimento de matemática financeira nos concursos, sendo que isso não era ensinado no ensino médio”, relembra. Da mesma forma, ele aponta que ainda hoje algumas provas para candidatos de ensino médio pedem conhecimento básico de direito, sendo que essa matéria não é oferecida nas escolas regulares.

Mas a situação aos poucos vai melhorando. O concurso para oficial de promotoria, por exemplo, que ainda está com inscrições abertas, exigirá conhecimento de direito, mas numa proporção bem menor do que acontecia há alguns anos. Segundo Iunes, 60% da prova será composta por questões de português e apenas 15% por questões que envolvem noções de direito.

Por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o número de concursos públicos diminuiu bastante nos últimos dez anos, de acordo com o professor. No entanto, ele acredita que a oferta deve aumentar em breve porque houve um forte enxugamento nos órgãos públicos e está faltando funcionários.

Além da estabilidade e do salário, muitas vezes atrativo, o funcionário público conta com algumas facilidades na área trabalhista que a iniciativa privada não consegue atender. Como exemplo, Iunes cita as horas extras. Segundo ele, nas empresas privadas os funcionários que trabalham além de sua carga horária têm o excedente registrado em banco de horas e não há nenhum ganho financeiro com isso para o trabalhador. “No serviço público isso não existe”, afirma.

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Atrativos

Por causa desses atrativos, tem muitos candidatos com ensino superior completo abrindo mão de suas carreiras para conseguir um emprego na esfera pública. Iunes cita o recente concurso para agente de segurança da Febem. Segundo ele, existiam dez vagas para as unidades de Bauru e região e “90% delas foram ocupadas por candidatos com formação universitária”. A escolaridade mínima exigida era o ensino médio e o salário gira em torno de R$ 1,2 mil.

“É o atrativo da estabilidade. Você não sabe se amanhã vai estar empregado. Além disso, tem mulher e filho para sustentar”, justifica o professor. Segundo ele, começar a estudar três meses antes do concurso é um prazo razoável, mas é preciso dedicação. Além disso, o candidato tem de ter boa base escolar. Boa o suficiente para apenas relembrar o que aprendeu e investir mais nas matérias específicas.

Iunes usa como exemplo a própria esposa, Maria Elizabeth, que concluiu o ensino médio há muitos anos. Durante três meses, ela se debruçou sobre as apostilas e conseguiu passar no concurso da Febem. “Se estudar, passa”, afirma.

Luís Carlos Zandoná, proprietário de uma escola de cursinhos preparatórios para concursos, concorda com a afirmação. Segundo ele, não existe uma receita mágica para ser aprovado. “É preciso persistência, dedicação e disciplina nos estudos. Quem consegue isso tem 80% do caminho andado”, ensina.

A disciplina nos estudos significa, entre outras coisas, segundo Zandoná, sacrificar momentos de lazer para ficar em casa aprendendo interpretação de texto, matemática, direito constitucional, administrativo, informática e outras matérias exigidas pelo edital do concurso.

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