Respondendo à carta publicada na Tribuna do Leitor, no dia 14 passado, sob o título: “Não somos grileiros do Jardim Botânico em Bauru”, tenho a esclarecer ao senhor Edvandro Farias de Almeida, e a quem mais possa interessar, o seguinte:
A Câmara Municipal de Bauru adquiriu em 1927 a Fazenda Vargem Limpa, através de escritura pública devidamente registrada nas transcrições nº 22 e 10.073 no 1º Cartório de Registros Públicos da cidade de Bauru, e posteriormente fez a doação deste imóvel ao município de Bauru.
Fazem parte deste imóvel: o Parque Ecológico, o câmpus da Unesp, com 200 alqueires; a área onde hoje está instalada a Sorri, o Hospital Estadual, a Ceagesp, etc.
A partir de 1977, alguns descendentes de Felicíssimo Antonio Pereira passaram a invadir propriedades públicas e privadas na cidade de Bauru, incluindo o Parque Ecológico, vendendo-as a terceiros (muitos de boa fé).
Em consequência destes fatos, hoje o Parque Ecológico já tem 25% de sua área desmatada e, mais, o gado que está sendo criado no loca, coloca em risco a existência do Córrego da Vargem Limpa, pois suas nascentes estão sendo pisoteadas por estes animais.
Com relação ao município, providências estão sendo tomadas visando à desocupação do Parque Ecológico. Agora, em relação aos compradores de boa fé dos pseudo-herdeiros de Felicíssimo Antonio Pereira, minha recomendação é a de que procurem o ministério público, a OAB ou um advogado, a fim de verificar sobre a licitude do negócio realizado.
Finalmente, coloco-me à disposição de todos aqueles que foram lesados, em especial ao senhor Edvandro Farias de Almeida, na Câmara Municipal de Bauru.
João Parreira de Miranda - vereador