Ao ser abordado pela Polícia Militar carregando uma caixa de papelão, o grafiteiro I.O. J., 34 anos, (a polícia não divulgou o nome completo) disse que transportava pintinhos. Depois, quando os policiais abriram a caixa e encontraram 3,9 quilos de maconha e 20 bolinhas de haxixe, ele disse que havia acabado de encontrar a embalagem e que não sabia o que ela continha.
A apreensão aconteceu na quadra 7 da rua Galdência Piola, na Vila São Paulo, próximo à residência do acusado. Ao cruzar uma viatura da PM, ele mudou o comportamento, fato que chamou a atenção dos policiais da Base Leste que faziam patrulhamento no bairro. “Eu ia entrando na vila quando vi um rapaz abandonar a caixa e correr para o mato. Sem pensar, peguei a caixa e estava levando para casa quando a polícia me surpreendeu”, argumentou.
No mercado ilícito de drogas, a maconha apreendida vale aproximadamente R$ 2.150. As bolinhas de haxixe, droga extraída da planta Cannabis sativa assim como a maconha, porém mais forte, valeriam cerca de R$ 400,00. De acordo com o Instituto de Medicina Social e Criminalística do Estado de São Paulo, o haxixe é pouco comum no Brasil.
A droga normalmente é reduzida a pó e misturada ao tabaco normal para ser fumada em cachimbo. Em sua maior parte, o haxixe é produzido no norte da África, Paquistão, Nepal, Líbano e Turquia, sendo contrabandeado para os Estados Unidos e Europa, onde seu preço é elevado.
Os policiais estiveram na casa do grafiteiro e não encontraram nada de ilegal. A polícia acredita que ele havia recebido a droga e ia fazer a entrega para distribuidores. A bicicleta foi apreendida porque estava sendo utilizada como meio de transporte para a droga.
O acusado foi encaminhado para a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Como a lei não prevê fiança, I.O.J foi levado para a cadeia pública de Avaí.