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Financiamento de casa tem nova opção

Por Clarice Spitz | Folhapress
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Rio - A Caixa Econômica Federal lançou ontem uma linha de financiamento habitacional para a classe média com juros prefixados - ou seja, que permitem ao comprador saber o valor da prestação do começo ao fim do financiamento.

A nova modalidade de empréstimo, que pode ser usada para a aquisição de imóveis novos, usados ou na planta, tem juros prefixados que variam de 11,9% ao ano até 14,5% ao ano - dependendo do valor do imóvel e da forma de pagamento, que pode ser débito em conta ou desconto em folha no caso de empresa conveniada com a Caixa. Não há cobrança da TR (taxa referencial).

Para essa nova linha, o banco, líder em empréstimos para compra de imóveis, destinará cerca de R$ 1 bilhão até o final deste ano.

A nova linha da Caixa já incorpora as mudanças legais anunciadas pelo governo no pacote habitacional para a compra da casa própria no mês passado. O governo decidiu permitir que os bancos utilizassem recursos depositados em caderneta de poupança para oferecer empréstimos prefixados. A exclusão da TR, entretanto, foi uma opção oferecida aos bancos e não é obrigatória.

Desconto em folha

Outra mudança prevista no pacote foi a utilização do crédito com desconto em folha para a compra da casa própria.

Especialistas do setor, entretanto, alertam os interessados nesse tipo de crédito que terão o desconto das parcelas feito diretamente no salário e não poderão contar com esse dinheiro por prazos longos, uma vez que financiamentos habitacionais têm prazos de pagamento que alcançam até 20 anos.

Volume de empréstimos

A Caixa informou ontem que já foram aplicados R$ 11,1 bilhões em financiamentos habitacionais até outubro deste ano. O volume de empréstimos é 104% superior ao do mesmo período de 2005. Segundo o banco, 503 mil famílias já foram beneficiadas pelos empréstimos.

A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, disse que os empréstimos para habitação devem terminar o ano com recorde histórico. “Nós tínhamos este ano uma meta de investir originalmente R$ 10,3 bilhões, já chegamos a R$ 11,1 bilhões e vamos chegar a um investimento recorde até dezembro muito provavelmente de R$ 14 bilhões em habitação”, disse.

Ela afirmou que desse montante 75% são destinados a famílias com renda até cinco salários mínimos mensais. “Ao se observar somente como fonte de financiamento o FGTS, 86% de todos esses recursos são destinados a famílias com até cinco salários mínimos”, afirmou.

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