Ontem o lixo de bairros como o Núcleo Mary Dota e Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), que não foram atendidos pela coleta na segunda-feira, foi recolhido. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), responsável pela coleta, garante que o serviço foi colocado em dia em todos os nove bairros com o serviço prejudicado. Mas mesmo assim o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul está de olho no serviço.
A coleta de lixo será assunto da próxima reunião do Conseg, em novembro. E se houver um número significativo de reclamações de atrasos na coleta, de acordo com Olavo Pelegrina Júnior, diretor de assuntos jurídicos do órgão, o problema será levado ao conhecimento do Ministério Público do Meio Ambiente. “Vai depender das reclamações. Se elas forem significativas na reunião, vamos pedir ao MP a propositura de uma ação civil pública”, explica.
Diferentemente de anteontem, nos bairros consultados pelo JC ontem, a coleta havia sido realizada. Um coletor, que preferiu não ter seu nome divulgado por temer represália, disse que o problema é fruto do número pequeno de funcionários – e não falta em massa, como alegou a Emdurb anteontem – e também da quebra de caminhões de coleta.
De acordo com ele, que critica o serviço de manutenção da frota, os caminhões são consertados e logo quebram de novo. O coletor, que também reclama da qualidade da comida servida pela Emdurb, ressalta que tem direito a seis faltas abonadas por ano e a licença médica em caso de doença.
A assessoria de imprensa da Emdurb informou que tanto o serviço de manutenção da frota quanto a alimentação são adquiridos através de licitação mediante ao atendimento de critérios para garantir a qualidade dos produtos. Sobre o número de coletores, a assessoria afirma que são 60 no período da manhã e 24 à noite, que seriam suficientes para fazer o serviço em todos os setores da cidade, já considerando os funcionários em férias, se não ocorrerem faltas em massa.