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Copom reduz a Selic para 13,75%

Folhapress
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Brasília - O Banco Central (BC) decidiu manter o ritmo da redução na taxa básica de juros. Assim como nas últimas três reuniões, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic, desta vez para 13,75% ao ano.

Foi o 11º corte seguido promovido pelo BC. É a seqüência mais longa de queda da Selic desde a implantação do sistema de metas de inflação no País, em 1999 - entre março e julho daquele ano, os juros foram reduzidos dez vezes. A decisão já era esperada por analistas do setor privado, e, por isso, deve ter pouco impacto nas taxas no mercado financeiro.

Mesmo que esse seja o patamar da Selic mais baixo desde a primeira reunião do Copom, em 1996, os juros reais do Brasil - descontada a inflação esperada para os próximos 12 meses - ainda são os mais altos do mundo, de 9,3% ao ano.

Segundo a UpTrend Consultoria Econômica, a Turquia ocupa o segundo lugar e tem uma taxa de juros real de 6,2% ao ano. O fator que mais justifica o corte de ontem nos juros é a tendência de queda da inflação e uma expectativa de crescimento menor que a esperada no início do ano. No último levantamento feito pela autoridade monetária, o mercado financeiro esperava uma inflação de 3%.

Para o ano que vem, a projeção está em 4,2%. A meta de inflação oficial é de 4,5% de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - com uma margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. Além disso, o crescimento da economia parece que não provocará pressão sobre os preços -no segundo trimestre, o alta do PIB foi de apenas 0,5%.

No último Relatório de Inflação, a autoridade monetária reduziu de 4% para 3,5% a expectativa de crescimento econômico para este ano. O processo de redução da taxa de juros começou em setembro do ano passado. Na ocasião, a Selic passou de 19,75% para 19,5% ao ano.

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