Internacional

Rice promete proteger os asiáticos

Folhapress
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Tóquio - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, reafirmou ontem, em Tóquio, que seu país manterá “integralmente’’ o compromisso de defender seus aliados asiáticos. O recado ganha um novo significado depois que a Coréia do Norte efetuou seu primeiro teste nuclear, no último dia 9.

Washington teme que, diante da ameaça que o regime de Pyongyang passou a representar, outros países asiáticos - Japão, Coréia do Sul e Taiwan - também procurem construir a bomba atômica. O chanceler japonês, Taro Aso, tranqüilizou Rice e afirmou que seu governo “não tem nenhuma intenção de se nuclearizar’’.

Mas o próprio Aso, relata o “New York Times’’, participou ontem de um debate parlamentar em que, mesmo negando querer a bomba, disse ser “importante’’ que o tema seja discutido. Criticou o tabu que envolve o assunto no Japão, justificado pelo grande trauma de 1945 - as bombas de Hiroshima e Nagasaki. No domingo Shoichi Nakagawa, dirigente do Partido Democrata Liberal, também criticou o tabu e defendeu a discussão do assunto.

Assessores de Condoleezza Rice afirmam saber que o Japão possui tecnologia para testar uma bomba a médio prazo, e que mesmo a suposta existência de tal plano reabriria feridas regionais e envenenaria a atmosfera diplomática na Ásia.

Ao chegar ontem a Tóquio, Rice foi informada de que satélites espiões americanos registraram intensa movimentação na área em que Pyongyang explodiu sua primeira bomba, o que sugere a possibilidade de uma segunda explosão. A rede de televisão americana NBC disse que os norte-coreanos comunicaram à China que o segundo teste estava a caminho.

Em Estocolmo, em entrevista a uma emissora sueca de rádio, Hans Blix, ex-chefe da missão da ONU no Iraque que procurou arsenais de destruição em massa durante o regime de Saddam Hussein, disse que Pyongyang tende a se radicalizar caso cresçam as pressões contra a sua bomba.

Sanções e ameaças, disse, provocarão uma escalada, em lugar de permitir uma solução diplomática. O jornal norte-coreano “Rodong Sinmum’’ atacou ontem a Coréia do Sul por se associar às sanções votadas sábado pelo Conselho de Segurança. Qualificou a decisão de “traição’’.

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