Política

Diretórios buscam adequação

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

Os diretórios municipais dos partidos que não cumpriram a cláusula de barreira devem se adaptar ao que a direção nacional dessas siglas decidir. Para as legendas que decidiram não se fundir com outras, como PSOL e PC do B, seguir a orientação nacional não deve ser problema.

Para a vereadora Majô Jandreice (PC do B), a decisão do partido em não se fundir com outras siglas é acertada. “Nós consideramos a cláusula de barreira uma medida anti-democrática, por isso a intenção do PC do B é lutar para que haja mudanças, quando a reforma política for discutida no Congresso Nacional”, diz.

O presidente do diretório municipal do PV, Cláudio Turtelli, também se manifestou sobre a fusão de seu partido com o PPS. Segundo ele, a fusão é a última etapa de uma batalha, que começa com a ação de inconstitucionalidade da cláusula de barreira que o PV apresentou ao TSE. “Não é impossível acontecer a fusão com o PPS, mas vamos esgotar todas as alternativas antes”, afirma.

De acordo com Turtelli, o PV passa por um processo de amadurecimento político, que o coloca no patamar dos grandes partidos, mesmo sem ter alcançado a cláusula de barreira. “Temos quase 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados. A fusão com outras siglas traz fatores que podem ser complicados, como a questão do nome do partido. Há setores no PPS que não aceitam o nome Verde, e no PV há os chamados puristas, dentre os quais me enquadro, que defendem o fortalecimento do partido através de suas propostas, não apenas pelo lado político, mas de ativismo”, ressalta.

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