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Playground exige atenção dos pais

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Infância sem parque de diversão definitivamente não é infância. As brincadeiras no escorregador, no balanço e na gangorra fazem parte da vida de qualquer criança. Mas se não forem tomadas as devidas precauções, esses momentos de lazer podem se transformar em uma grande dor de cabeça. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2003, cerca de 300 crianças morreram em decorrência de quedas, principal causa de lesões nos parques infantis.

Em Bauru, desde o início do ano, o Pronto-Atendimento Infantil (PAI) atendeu cerca de 460 crianças. Desse total, 84% dos casos foram encaminhados para o setor de ortopedia - especialidade médica que cuida das doenças e deformidades dos ossos. Os ferimentos foram quase todos provocados por quedas. Neste caso, estão incluídos não só os acidentes dentro de parques infantis, mas também tombos de bicicletas, quedas de árvores, de patins e de skates, entre outros brinquedos.

O restante dos atendimentos feitos pelo PAI geralmente envolvem queimaduras, engasgamento provocado por pequenos objetos, intoxicação e acidente de trânsito.

A incidência maior de acidentes, segundo informou a assessoria de imprensa do Hospital de Base, é verificada em crianças entre 10 e 14 anos. Foram 183 desde janeiro. De acordo com o levantamento, é possível notar que quanto maior a faixa etária, maior é o índice de acidentes. Entre as crianças de 0 a 11 meses, por exemplo, só duas haviam se envolvido em acidentes até o início deste mês.

Embora não haja uma estatística a respeito, a chefe do setor de pediatria do Pronto-Socorro Municipal, Sandra Caldeira Veloso Cariello, acredita que o número de ocorrências tem diminuído com o passar do tempo. “Pelo menos, essa é a impressão que eu tenho”, afirma.

A principal maneira de evitar que as crianças se envolvam em acidentes é a supervisão permanente. Seja nos parques infantis ou dentro de casa, não se pode descuidar.

De acordo com a coordenadora de comunicação da Organização Não-Governamental (ONG) Criança Segura, Fabiana Kuriki, é comum ver pais concentrados em leitura ou distraídos com conversas paralelas enquanto o filho brinca nos playgrounds. “A prevenção de acidentes está na supervisão. É preciso estar sempre atento”, recomenda.

Já a coordenadora nacional da ONG, Luciana O’Reilly, destaca a importância de conhecer bem o local onde se pretende levar as crianças. “É importante que o responsável conheça o parquinho em que os pequenos brincam e sempre procure equipamentos apropriados para a idade deles.”

Outra dica é verificar se os brinquedos não estão enferrujados, quebrados ou se contêm superfícies perigosas, que possam representar risco às crianças. A coordenadora lembra ainda que capuz, cachecol, entre outros acessórios, podem provocar estrangulamentos. Por esse motivo, devem ser evitados durante as brincadeiras. Empurrões e encontrões também não são recomendáveis porque podem machucar.

Outra recomendação da ONG para manter as crianças seguras de acidentes com brinquedos é que os pais se envolvam com a brincadeira do filho, em vez de apenas supervisionar à distância. De acordo com a entidade, é uma forma dos pais aprenderem mais sobre os filhos e ainda ensinar-lhes lições importantes. Além disso, dá para se divertir enquanto protege a criança.

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