Bogotá - O governo colombiano e o segundo maior grupo guerrilheiro do país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), concordaram em lançar oficialmente o processo de paz, depois de um longo período de negociações.
O comissário do governo e o chefe-militar do ELN anunciaram o fim da fase “exploratória’’ de discussões e concordaram em estabelecer o diálogo formal para um acordo. “Estamos entrando em um momento muito delicado, mas também muito interessante, de muita oportunidade”, disse Luis Carlos Restrepo, o representante do governo colombiano, em uma entrevista coletiva em Havana, Cuba, onde acontece a negociação.
O ELN é considerado um grupo terrorista pelo governo colombiano. O chefe-militar do grupo, Antonio García, disse que uma anistia para os guerrilheiros presos é uma das exigências mais importantes para o ELN. Para o governo, a prioridade é um cessar-fogo e o fim de atentados. Criado em 1964, o ELN possui 2.000 membros e recebia ajuda financeira de Cuba.