Viajou solitário, com uma maleta e um segurança que fazia as vezes de assessor. Alckmin, porém, cresceu e passou para o segundo turno. No primeiro turno chegou ao Espírito Santo e soube que o governador Paulo Hartung (PMDB) escapara numa “viagem de urgência”. Blairo Maggi (PPS), governador reeleito de Mato Grosso, apoiou Lula por medo de perder votos. Alckmin venceu no Estado. Mendonça Filho (PFL), governador de Pernambuco, disse a amigos que sairia à rua com Alckmin, “mas na TV não, que não sou doido”. Fortaleceu Lula, inflou Eduardo Campos (PSB), que o venceu no segundo turno. No Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB), e no Maranhão, Roseana Sarney (PFL), trocaram Alckmin por Lula e perderam.
Alguns “sapos” que Alckmin engoliu. Interesses pessoais à parte, o PSDB tinha em Alckmin um excelente candidato e desdenhou, que o digam FHC, Tasso, ACM, Serra, Aécio, Maia...O PSDB ajudou e muito Lula a vencer. Vilezas da política.
Carlos Iunes - engenheiro - RG 8.859.121