Jaú - O projeto de desfavelamento do distrito de Potunduva começa a se tornar realidade em Jaú (47 quilômetros de Bauru). Cerca de 170 casas começaram a ser construídas no esquema de mutirão e devem substituir as precárias habitações dos moradores de duas favelas do distrito.
A empresa Lineaço, em conjunto com os funcionários da Secretaria de Habitação que coordenam os projetos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) iniciaram, anteontem, a colocação de concreto usinado nas formas de preparação das paredes das futuras residências.
“Vamos começar a encher as fôrmas e a ensinar como será realizada a montagem das casas. Como o projeto é realizado em sistema de mutirão, após a montagem da primeira residência, nossa equipe dará suporte técnico aos mutuários responsáveis pela construção da sua própria casa”, afirma Alzira Fátima Voltolin, secretária da habitação.
De acordo com o cronograma, as casas devem ser concluídas dentro de um ano e meio. Os equipamentos e materiais para as obras serão fornecidos pela Lineaço que deverá também disponibilizar uma equipe técnica para orientar os mutirantes durante as etapas de construção.
A infra-estrutura do local está sendo feita pela Prefeitura e o Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja), que realizam conjuntamente a instalação dos pontos de ligação de água, de esgoto e de energia elétrica.
Após a entrega das casas, os barracos da Favela da Bomba serão todos removidos e o local totalmente remodelado através do reflorestamento e remodelação paisagística, recuperando sua finalidade de áreas verde e de preservação permanente.
O projeto
O projeto de desfavelamento terá 173 unidades que atenderão os moradores da Favela da Bomba e da Favela do bairro Cachoeirinha, ambas no distrito de Potunduva.
As unidades estão sendo construídas em um terreno de 72 mil metros quadrados, sendo que cada unidade terá 43 metros quadrados de área construída, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Cada unidade terá um custo de R$ 12 mil. O investimento total da obra é da ordem de R$ 2,1 milhões.
A formação dos grupos de mutuários que começam a levantar suas casas está sendo definida pela equipe de campo da secretaria, que está visitando esta semana os mutuários para comunicar o início dos trabalhos.
As 120 famílias que residem na Favela da Bomba foram divididas em dois grupos: 60 famílias da margem direita e outras 60 da margem esquerda. Já as demais 53 famílias que formam o terceiro grupo, residem em áreas de risco ou de preservação, na sua maioria no Bairro Cachoeirinha.
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Mais casas
Em solenidade realizada no último sábado, foram entregues as primeiras 130 casas aos mutuários do Residencial Bernardi II, em Jaú. Recentemente, foi realizado o sorteio de lotes e quadras de outras 130 unidades do segundo módulo de moradias a ser construído no local.
Durante o evento, o gerente da Caixa Econômica Federal (CEF), Nelson Calsavara, informou que os contratos dessas novas unidades deverão ser assinados ainda na primeira quinzena de novembro. O financiamento será de 20 anos, ou 240 meses, sendo que os mutuários poderão quitar parte do financiamento usando recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A expectativa é de que a construção das novas unidades, pela Construtora Marimbondo (empresa responsável pelo empreendimento), tenham início ainda este ano.
“Este é mais um empreendimento realizado em parceria com a Caixa e a Construtora Marimbondo que está ajudando muitas famílias a realizarem o sonho da casa própria. Até o final de nosso mandato pretendemos entregar outros núcleos que estão em fase de aprovação que deverão ser construídos em parceria com CDHU e a Caixa Econômica Federal”, promete o prefeito João Sanzovo Neto (PSDB).
A secretária da habitação, Alzira Voltolim, enfatizou o alcance dos projetos habitacionais no município. “Estamos desenvolvendo projetos que atendem a todas as camadas sociais. Temos o projeto de desfavelamento no distrito de Potunduva, o “Clarear Caminhos” nos bairros Augusto Sani e Cila Bauab, ambos para famílias de baixa renda. Além desses, vamos iniciar, em breve, o projeto de auto-construção no Jardim Orlando Ometto II e outras 130 unidades aqui no Residencial Bernardi II”, comemora a secretária.