Polícia

Corpo de jovem é achado em poço

Da Redação
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O jovem Igor Rodrigo Bruno de Souza, 14 anos, que morava na Vila Falcão, morreu afogado ontem em um poço de um afluente do córrego da Grama, na altura do Jardim Rosa Branca, em Bauru. Conforme o JC noticiou ontem, o adolescente estava desaparecido desde ontem à tarde após tentar salvar seu irmão mais novo, Rafael Bruno de Souza, que se afogava no local. Mas ainda no final da noite de ontem, seu corpo foi encontrado por um tio do rapaz e reconhecido pela família. O Corpo de Bombeiros foi acionado e retirou a vítima da água.

A tragédia foi presenciada por um grupo de adolescentes e crianças que nadavam no poço e, segundo a irmã dos meninos, Dara Taís Bruno de Souza, que também estava no local e foi ouvida pela reportagem do JC, os dois não sabiam nadar. “O Igor foi salvar o Rafael, que estava se afogando, quando um outro menino veio e ajudou ele a sair da água. Ele começou a pedir socorro e, no que todo mundo foi ajudar, ele sumiu e não deu mais tempo”, relatou a menina.

A Polícia Civil e mergulhadores do Corpo de Bombeiros, munidos de barco, foram acionados e chegaram ao local cerca de 40 minutos depois do desaparecimento do adolescente. Algumas horas depois, a Polícia Científica compareceu ao local.

Os bombeiros mergulharam no poço, formado pelo pequeno córrego e água da chuva e com mais de três metros de profundidade, mas não encontraram o corpo. O trabalho de resgate, dificultado pela quantidade de galhos de árvores e lixo, foi interrompido às 21h de ontem e seria retomado apenas hoje pela manhã, mas por volta das 22h30 de ontem, segundo informações fornecidas pelo Corpo de Bombeiros de Bauru, um tio do garoto encontrou o corpo, que posteriormente também foi reconhecido pela família.

Segundo o bombeiro Reinaldo Oliveira, que participou dos trabalhos de resgate ao corpo do adolescente, o local é um deságüe de água fluvial que esconde diversos perigos. O poço, além de ter água suja, é uma erosão que tem profundidade variável, chegando até a sete metros nos pontos fundos. Oliveira também alertou sobre os perigos das tentativas de salvamento feitas por pessoas que não estão habilitadas para o ato.

“As pessoas acreditam que vão conseguir salvar, mesmo não sabendo nadar. A pessoa que pula para socorrer até consegue retirar a vítima, mas quando não sabe nadar, ela passa a correr risco de afogamento”, alertou o bombeiro.

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