Bairros

Barulho é a principal reclamação

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Vizinho embaixo, em cima, de um lado, do outro... Quando muita gente mora perto, como no caso dos condomínios verticais, atritos são inevitáveis. Os problemas variam de um lugar para o outro. No Residencial Vila Inglesa (situado na região central da cidade), as principais reclamações estão relacionadas ao barulho produzido por alguns moradores.

“O condomínio é muito grande, tem mais de 1.200 habitantes. É quase impossível evitar que uma ou outra pessoa se exceda”, diz o funcionário público Jorge Luís Bica Neto, síndico do local. Desde que ele assumiu o cargo, há pouco mais de um mês, foram registradas aproximadamente 60 reclamações no livro de ocorrências do condomínio.

“Se levarmos em conta o tamanho que este lugar tem, até que a quantidade problemas é pequena”, diz Bica Neto. Além do volume dos aparelhos de som, outra fonte de dificuldades para a administração do Vila Inglesa é a área de lazer. “De vez em quando, um ou outro abusam do uso de churrasqueiras ou do salão de festas, mas nada que possa ser considerado muito grave”, garante o síndico.

Atritos relacionados a som alto são comuns em outros condomínios de Bauru. A oficial de Justiça Fernanda Silva Freitas, que mora desde 1992 no Residencial Flamboyants (zona sudeste da cidade), teve problemas sérios com garotas de um apartamento vizinho.

“Logo acima de onde eu moro havia uma república onde viviam sete estudantes. De vez em quando, elas faziam festas e ficavam até tarde fazendo barulho”, lembra. Com filho pequeno para cuidar, Freitas não teve como relevar a agitação causada pelas vizinhas.

“Decidi ir até o apartamento delas e expor minha situação”, conta. Para sua sorte, a iniciativa surtiu efeito. “Elas continuaram fazendo festas e ouvindo música, só que a partir daquele dia passaram a respeitar os horários do condomínio”, afirma Freitas.

Na opinião dela, a solução encontrada para o conflito foi mais que satisfatória. “Em ocasiões como essa, a melhor coisa é dialogar e buscar um acordo, evitando assim que a briga se prolongue”, acredita.

____________________

Crianças

Grande parte das famílias que se mudam para condomínios estão em busca de espaço onde os filhos possam brincar com liberdade. É comum que conjuntos residenciais possuam áreas de lazer, com quadras esportivas, playgrounds e extensas áreas verdes. No Vila Inglesa, os garotos têm à sua disposição até uma rampa para manobras com bicicletas.

Em ambientes tão favoráveis à diversão, é natural que as crianças aproveitem ao máximo. O problema é que nem todos os moradores de condomínios verticais são compreensivos com as brincadeiras infantis. No Residencial Camélias, a algazarra causada pelas crianças está entre as principais causas de reclamações.

“O problema é que ao invés de usarem a área de lazer, os garotos preferem ficar brincando perto dos blocos, e isso acaba incomodando algumas pessoas”, diz Fernando José da Silva, síndico do lugar e que constantemente recebe reclamações contra as brincadeiras feitas próximas aos prédios.

“Recebo as queixas, mas não dá para fazer muita coisa a respeito. Não existe regra que impeça os garotos de brincarem ali. Além disso, as pessoas deveriam ser mais compreensivas. É impossível crianças se divertirem sem fazer barulho”, pondera.

Comentários

Comentários