Com tantos problemas para resolver todos os dias, os responsáveis pelos condomínios são obrigados a perder tempo com reclamações, no mínimo, exóticas. Jorge Luís Bica Neto, síndico do Residencial Vila Inglesa, coleciona diversas passagens interessantes. “O pessoal faz queixa de tudo”, diz.
Certa vez, conta ele, o zelador do condomínio foi procurado por um morador que dizia estar sendo incomodado por um barulho. “Tinha bem-te-vi na janela do quarto dele e ele queria que alguém fizesse o passarinho parar de cantar.”
Esse não foi o único episódio envolvendo animais registrado na Vila Inglesa. “Certa vez”, lembra Bica Neto, “uma senhora queria que o segurança subisse até o apartamento dela para matar pernilongos que não a deixavam dormir.” Em outra ocasião, uma mulher também resolveu recorrer à administração do condomínio na esperança de se ver livre de uma barata indesejada.
Os sons humanos também causam grande incômodo no interior dos condomínios verticais. Bica Neto lembra de uma mulher que telefonou durante a madrugada para fazer um estranho pedido ao zelador. “Ela queria que ele ligasse para o apartamento de cima e pedisse, encarecidamente, para que o vizinho tentasse urinar no canto do vaso. Parece que o barulho estaria atrapalhando o sono dela.”