Somos uma sociedade enganada que vive de jogar um jogo de cartas marcadas. Dá pena pensar na própria existência de pagador de impostos, de tarifas, de taxas, de promessas e penas. Somos peças do enorme comércio do poder. É certo que temos nosso poder de barganha, visível aos que realmente podem, mas que nos satisfaz diante do inexorável: “Quem pode mais chora menos”.
Neste ano tivemos o poder de escolher nas urnas eletrônicas os nossos representantes políticos, fora isso, também pudemos escolher no “Big Brothers”, no “Criança Esperança”, no “Dança no Gelo”, no “Melhor craque do Campeonato Nacional” e a “Melhor escola de Samba”. É poder que não acaba mais, sempre voltado para o consumo máximo, à vista ou em 3 vezes sem juros. Cientificamente, religiosamente, socialmente, profissionalmente, a vida diária é uma vida de enganos onde somos obrigados a seguir o fluxo, a manada, o tráfego, por corredores construídos por aqueles que realmente exercem o poder: Os endinheirados.
O que resta é começar a brincar. Brincando de bola, de amarelinha, de pião e búrica... você se percebe e esquece pouco a pouco o fluxo.
O bem estar reside no eterno brincar.
Aureo Cagliostro - RG 8.098.982