Politicando

Alzira Vargas

Rui Bertoti
| Tempo de leitura: 1 min

Alzira Vargas conta no livro biográfico sobre seu pai, Getúlio Vargas que, certa vez, em Araxá um menino se pôs a conversar com ele:

- Quem é você? - perguntou o menino.

- Sou o presidente da República - respondeu Getúlio.

- Duvido - disse o menino.

- Por quê?

- Porque você não tem espada! Essa irreverência disciplinar é cabível nas crianças. Nos adultos a coisa é diferente e no quartel chega a dar cadeia. Verificamos isso no 1.º BCCL de Campinas, onde servimos por 9 meses. Na gíria daquela época, pegar cadeia era fazer “curso de leão”. No recente torneiro de futebol, entre as polícias Civil e Militar, Justiça Federal e Procuradoria, no BTC, alguns espectadores ficaram a se divertir com as ordens que o técnico da PM dava à beira do campo. O jogo foi contra a Polícia Civil e o “Felipão” caseiro, em respeito à hierarquia, ordenava, a plenos pulmões:

- Ô tenente! Manda o sargento soltar a bola, pô!... Olha as costas, capitão! Tem gente se deslocando toda hora por ali!... Vai pela beirada, sargento! Vê se não afunila, pô!... Não enseba, cabo! Entrou na área, chuta! O goleiro convidado para o time da PM, jornalista Nélson Gonçalves, brincou várias vezes: Chama pelo nome e esquece a patente!

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