O Estado de São Paulo, sem sombra de dúvida, apresentou expressivos avanços na área da Saúde ao longo dos últimos anos. Desde 1998 foram criados cerca de 4 mil leitos na rede hospitalar própria, unidades foram reformadas e ampliadas, a mortalidade infantil caiu 20,7% em cinco anos, o sarampo foi erradicado e a gravidez na adolescência vem caindo de forma constante.
Definitivamente, com o encerramento do processo eleitoral, podemos afirmar que a saúde paulista não ficou nem ficará desprotegida. O ex-governador Geraldo Alckmin, médico, conhecia o assunto como poucos. Já o atual governador eleito e ex-ministro da Saúde, José Serra, dispensa apresentações. No entanto e, como saúde nunca é demais, são muitos os desafios da próxima gestão, sobretudo no que se refere ao estreitamento de relações com as esferas federal e municipal, para reforçar a cooperação solidária no Sistema Único de Saúde (SUS) e exigir que cada governo exerça, efetivamente, suas atribuições e responsabilidades em benefício da população.
Está mais do que na hora de a União cumprir a Emenda Constitucional nº 29, ampliando os tetos do SUS para o Estado e os municípios gestores plenos. Do mesmo modo, é preciso dar maior atenção às Santas Casas, com reajustes contundentes na tabela de procedimentos hospitalares. Não é possível que, a cada parto realizado, por exemplo, esses hospitais filantrópicos tenham prejuízo de R$ 482,61.
O governo de São Paulo já provou que é possível fazer uma saúde melhor para todos, inclusive inaugurando 19 novos hospitais estaduais como o de Bauru. Agora chegou o momento de unir esforços, independentemente de bandeiras partidárias, para construirmos juntos um SUS ainda mais forte em nosso Estado.
O autor, Pedro Tobias, é médico e deputado estadual pelo PSDB