Em plena ressaca política e faltando ainda dois anos para as eleições municipais, o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Antonio Garmes (PSDB), cogita candidatura à sucessão de Tuga Angerami (sem partido) para, segundo suas próprias palavras, não deixar Bauru “cair nas mãos de um incompetente”, “nas mãos de aventureiros”, jogando mais lenha na fogueira das vaidades políticas bauruenses. É por essas e outras, que por certo virão, que Bauru elegeu apenas um deputado estadual, enquanto Marília elegeu três deputados (dois federais e um estadual) e também Jaú elegeu um deputado federal, ambos municípios que somados não dão o colégio eleitoral bauruense.
Também candidatos a deputado, derrotados nesta eleição, já admitiram publicamente a intenção de se candidatarem a vereador em 2008. A Câmara vai ficar pequena? Nada contra, não fosse tudo isso completamente fora de hora. Quer dizer, fora o pesadelo pátrio que teremos que conviver por mais quatro anos, ainda temos de engolir essas “inquietantes vaidades”, ou melhor, “caprichos políticos”. Será que já vimos esse filme?
Enquanto isso, na realidade prática da cidade, no cotidiano do cidadão comum, carências vergonhosas... mazelas domésticas. Emdurb, Sear e etc.
Seria interessante que na próxima reunião ordinária da Câmara Municipal fosse decretado um minuto de silêncio: ... está politicamente morto. Causa da morte: vaidade exacerbada, ou “boca nervosa” - dificuldade em controlar a língua. Ou então, “deixa o homem trabalhar”, ou melhor, “deixa o homem extemporizar”.
É impressionante o desassossego político desses senhores públicos... impressionante. Dá um tempo, senhores políticos, só um tempinho...
Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493