Regional

Consultas são adiadas em Botucatu

Davi Venturino
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Botucatu - A greve dos médicos residentes do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) já reflete no atendimento do ambulatório de especialidades da unidade ontem. No HC da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), a greve ainda não afetou o atendimento aos pacientes agendados.

Segundo a assessoria de imprensa do HC de Botucatu, das 55 consultas agendadas para ontem no ambulatório de especialidades, 21 foram realizadas, duas foram reagendadas e 32 pacientes não compareceram.

De acordo com a assessoria, o motivo do não comparecimento da maior parte dos pacientes agendados, possivelmente, foi devido à recomendação feita pela Diretoria Regional de Saúde (DIR 11) de Botucatu às unidades da região prevenindo sobre o atendimento em esquema de plantão que seria implantado durante a greve.

Os médicos residentes do HC de Botucatu aderiram à greve geral da categoria na última segunda-feira. O supervisor do hospital, Antônio Rugolo Júnior, ouvido pela reportagem no início da semana, teme que os pacientes possam ter problemas caso a greve se estenda por muito tempo. “A gente espera que isso seja resolvido logo”, disse.

Marília

Em Marília, apesar da greve ter começado na semana passada, a situação é mais tranqüila. Segundo o assistente técnico da Diretoria Técnica do Hospital das Clínicas de Marília, Luís Carlos de Paula e Silva, o atendimento na unidade ainda não está sendo prejudicado pela greve dos médicos residentes.

“Até o momento, eu não tenho uma avaliação precisa para afirmar se o atendimento foi prejudicado ou não. Porque à medida em que as dificuldades estão chegando aqui para a gente, nós estamos resolvendo e os pacientes estão sendo atendidos. Nós não sentimos ainda um prejuízo nítido na assistência em função disso”, garante.

De acordo com Silva, os médicos assistentes (professores) estão atendendo os pacientes. “Os laboratórios de especialidades estão funcionando porque o residente trabalha sempre com a supervisão de um assistente. Então, acaba o assistente atendendo (os pacientes). Porque antes eles atendiam e discutiam o caso com o professor responsável e agora isso não está acontecendo porque é o professor responsável que está atendendo cada caso”, explica.

Segundo o assistente técnico, não estão havendo problemas de reagendamento de pacientes em Marília justamente porque o atendimento eletivo e de rotina estão sendo feitos pelos médicos assistentes.

Como o JC divulgou anteontem, lideranças da Associação de Médicos Residentes de Botucatu (AMRB) participaram ontem de manifestação de grevistas na Capital.

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