Internacional

Integrante do Hamas nega que governo de união reconheça Israel

Folhapress
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Gaza - O próximo governo palestino de união nacional não reconhecerá Israel, afirmou ontem um importante membro do movimento extremista islâmico Hamas em declarações publicadas. “Não foi pedido ao próximo governo que reconheça Israel e ele não reconhecerá”, disse à agência de notícias palestina Ramattan um dos líderes do braço político do Hamas Mussa Abu Marzuk, baseado em Damasco.

“Esta questão de reconhecimento de Israel é sem precedentes no plano internacional. Não foi pedido às duas Alemanhas (ocidental e oriental) que se reconhecessem mutuamente quando o mundo inteiro já as reconhecia”, acrescentou Marzuk. Citando também o exemplo das duas Coréias e de China e Taiwan, questionou: “Por que a Palestina, que ainda não é um Estado, deve reconhecer Israel?”.

Marzuk afirmou que o Hamas, que controla o governo palestino desde março - após ser eleito democraticamente em janeiro -, renunciará “a “11 ou 12 pastas” no esperado gabinete de união que formará junto com o partido Fatah do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Abbas se reuniu ontem com o rei Abdullah II, da Jordânia, para discutir a formação do novo governo palestino. Segundo fontes do governo, durante o encontro, o rei jordaniano disse a Abbas que o boicote econômico imposto pelos países ocidentais ao governo palestino do Hamas deve ser suspenso.

No domingo, ministros de Relações Exteriores árabes concordaram em dar fim ao bloqueio e pediram a bancos internacionais que retomem o envio de ajuda financeira aos palestinos. A comunidade internacional exige que o governo palestino renuncie à violência e reconheça o Estado de Israel - condições rejeitadas em várias ocasiões pela liderança do Hamas.

Abdullah II disse ainda, durante reunião com Abbas, que aprova a formação de um governo palestino de coalizão, por acreditar que o governo de união irá “fortalecer o povo palestino”. Abbas, que chegou anteontem à Jordânia, deveria partir para o Egito ainda ontem.

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