Brasiléia – Ontem foi numa cabeçada certeira do zagueiro Luisão. Mas o Brasil de Dunga já havia balançado as redes em chute de fora da área de lateral-esquerdo (Marcelo), em penetrações rápidas de um meia não tão ofensivo (Elano) e com três centroavantes diferentes (Vágner Love, Rafael Sóbis e Fred).
Sob sua nova direção, a Seleção tem uma diversidade artilheira bem maior do que nos tempos de Carlos Alberto Parreira. Nos oito jogos que fez em 2006 sob o comando do antigo treinador, a Seleção marcou 23 vezes com dez jogadores. Com Dunga, são nove goleadores para apenas 14 gols.
No jogo de ontem, de acordo com os números do Datafolha, o Brasil finalizou 15 vezes com oito atletas diferentes. Quem mais contribuiu para a marca foi Kaká, que concluiu em cinco oportunidades, uma a cada 18 minutos que ficou em campo. Ronaldinho terminou o confronto com apenas uma finalização no jogo disputado em um estádio lotado.
O Datafolha também atestou a timidez do jogador do Barcelona justamente no seu ponto forte: os dribles. Ronaldinho só tentou a finta uma vez contra os suíços. Apesar do desempenho irregular na maioria dos jogos em que treinou o time, Dunga aprovou o trabalho realizado até agora. “O empenho e a atitude e os resultados foram bons”, disse Dunga sobre o balanço da sua primeira temporada no comando da Seleção.
Contra a Suíça, assim como havia acontecido contra o Equador, a Seleção protagonizou um amistoso repleto de lances ríspidos e discussões, como a travada entre um jogador do time anfitrião e Dunga já perto do apito final do árbitro - antes, Rafael Sóbis havia sofrido uma dura e desleal entrada por trás.
Foram, segundo o Datafolha, 18 faltas cometidas pelos suíços e 24 pelos brasileiros. A marca do time nacional foi quase o dobro da média de infrações cometidas pela equipe na Copa do Mundo da Alemanha.