Tribuna do Leitor

Pão nosso de cada dia


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Para muitas famílias, tal jargão acima já não possível, pois cada vez mais esse alimento fica mais distante de sua mesa. Tomemos como exemplo a maneira como está sendo comercializado o pão atualmente. Anteriormente, eu comprava 6 baguetes, pelo valor de R$ 0,90, mas com a nova medida, ou seja, por quilo, a mesma quantidade de baguetes é vendida agora por R$ 1,25, na mesma padaria, já que o valor do quilo é de R$ 3,99.

Vemos e ouvimos pela imprensa pessoas dizendo que agora se paga o preço justo pelo que compramos. Tudo indica que foi feito um grande “lobby” para que tal medida fosse adotada em detrimento ao consumidor, pois queiramos ou não o pão é um dos alicerces básicos para a boa alimentação diária. Nós, uma vez mais, cabisbaixos, aceitamos tal conduta e como temos que nos alimentar, pagamos o que nos é cobrado a mais; sem que ninguém, seja entidade ou associção, levante uma bandeira para nos defender de tal fato.

Pela televisão foi veiculada uma notícia em que os argentinos estavam comercializando a farinha de trigo com o valor de 50% a menos, havendo possibilidade dos empresário brasileiros do setor poderem importar esse produto com esse desconto. Imediatamente, uma entidade do setor brasileiro levantou-se contra, pedindo para o governo brasileiro sobretaxar a importação de trigo da Argentino. Por que o governo não abaixa os impostos e taxas incidentes sobre a farinha de trigo nacional, para que nossos empresários possam adquiri-la por um menor valor e, consequentemente, tal decisão baratear o nosso pão de cada dia como também seus similares? Fala-se tanto em justiça social, mas o importante é fazer tal justiça, não somente propalar ao quatro cantos do Brasil e não agir de maneira concreta.

Uma outra medida a ser tomada pelos consumidores seria ficarmos uma semana sem comprar pão e seus similares. Qual seria a reação dos empresários do setor? Sem vender nesse período, assim como criaram “lobby” para alterar o comércio dos pães, com certeza o mesmo “lobby” seria feito para pressionar o governo a rever impostos e taxas do setor e com isso favorecendo a nós, os consumidores.

Devanil Botelho

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