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Precária, Emei leva mãe a percorrer órgãos públicos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A vitória parece tardar, mas a luta é retomada todos os dias, sem exceção, por Rosely Espíndola Ruas Spirandeli, mãe de dois alunos matriculados na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Maria Izolina Theodoro Zanetta, no Jardim Eugênia. Como se fosse Davi contra Golias, ela peregrina pelos mais variados órgãos públicos em busca de ajuda para a escola.

Há 15 anos sem reforma, os sinais de precariedade estão por todos os lados, diz. “As mesas onde as crianças se alimentam têm ferrugem. Foram enviadas para a Secretaria Municipal de Obras e voltaram pior ainda. Os brinquedos estão velhos e estragados”, explica.

Por conta do escorregador que foi interditado por falta de madeira, por exemplo, do tanque de areia que fica ao ar livre e pode estar contaminado e da porta do banheiro masculino estourada, Spirandeli levou o caso a dois promotores públicos, à Secretaria Municipal de Educação, à Corregedoria da prefeitura e aguarda audiência com o deputado Pedro Tobias (PSDB) e com o chefe do Executivo, Tuga Angerami (sem partido).

“Meu desejo é ensinar meus filhos a lutar pelo que eles têm direito. Não é favor, a gente paga. Eu comprei um imóvel e o que paguei de impostos daria para reformar o pátio. Eu achei que saúde e educação fossem prioridade para qualquer governo, mas não é”, comenta.

APM

Os filhos dela, de 3 e 5 anos, foram matriculados na Emei neste ano. Imediatamente, Spirandeli se candidatou a participar da Associação de Pais e Mestres (APM). “Não sei se ela (a associação) já foi registrada. Sou diretora-financeira. Na terça-feira será realizada uma reunião com os pais e vou tentar sensibilizá-los”, explica.

De acordo com Spirandeli, uma equipe do Departamento de Vigilância Sanitária esteve ontem fiscalizando a escola. Ela não descarta a possibilidade da solicitação ter sido feita pelo promotor da Infância e Juventude, Lucas Pimentel de Oliveira.

Porém, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a visita de técnicos da Vigilância Sanitária apenas obedeceu a um trabalho de rotina realizado pelo setor. As constatações serão enviadas, posteriormente, à Secretaria Municipal de Educação para as devidas providências.

A reportagem também tentou contato com o promotor, mas ele teria passado a tarde numa reunião. O colega dele, Fernando Masseli Helene, promotor de Cidadania e Patrimônio Público, também recebeu representação com relação à situação da escola.

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Solução

A escola Maria Izolina Theodoro Zanetta foi incluída num projeto da Secretaria Municipal de Educação que prevê a execução de serviços de manutenção, reforma e ampliação de 15 Emeis, informa a assessoria de imprensa da prefeitura. A data para a execução das obras, no entanto, depende de aprovação pelo Congresso de verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O fundo é constituído por 20% de uma cesta de impostos e transferências constitucionais de Estados e municípios e de uma parcela de complementação da União.

O Fundeb atende 47,2 milhões de alunos da educação básica (infantil, fundamental, média, de jovens e adultos e especial) com investimentos públicos anuais de mais de R$ 45 bilhões a partir do quarto ano do programa, segundo consta no site da Câmara dos Deputados.

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