Internacional

Fuzileiros navais já deixam combates

Folhapress
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Bagdá - Enquanto a Casa Branca e o Congresso não entram em consenso sobre a retirada ou permanência das tropas dos EUA do Iraque, unidades militares americanas já estão saindo da linha de frente do combate no país árabe.

Na província de Anbar, os marines (fuzileiros navais americanos) expandem cada vez mais a função de conselheiros das tropas iraquianas, ao mesmo tempo em que deixam para os soldados locais a luta corpo-a-corpo, afirmou ontem um comandante das forças americanas no Iraque.

Durante uma entrevista coletiva no Pentágono, o coronel Lawrence D. Nicholson disse por meio de uma videoconferência de sua base em Fallujah (Iraque) que seus times de conselheiros americanos para tropas iraquianas haviam dobrado de tamanho. Nicholson quer agora dobrar o tamanho das equipes mais uma vez, já que, segundo ele, esta estratégia está sendo bem-sucedida.

Segundo o coronel, os iraquianos são bons “mímicos”, ou seja, são eficazes em imitar as táticas e procedimentos usados pelos americanos na luta contra os insurgentes.

O principal comandante americano para o Oriente Médio, o general do Exército John Abizaid, afirmou durante uma audiência no Congresso dos EUA na última quarta-feira que irá recomendar a expansão dos times de conselheiros americanos em todo o Iraque. Nenhuma decisão definitiva, no entanto, foi tomada neste sentido até agora.

Os conselheiros passam por um treinamento especializado nos EUA antes de ir para o Iraque. Quando chegam ao país árabe, eles trabalham junto ao Exército à polícia iraquianos para ensinar aos locais técnicas de planejamento e execução de missões de combate. Paralelamente, os conselheiros tentam evitar que os oficiais iraquianos pratiquem atos de corrupção ou abusos.

Sunitas fora do governo

A Associação dos Clérigos Muçulmanos pediu ontem que todos os políticos sunitas abandonem o ministério e o Parlamento iraquianos. É a primeira resposta à ordem de prisão decretada pelo Ministério do Interior contra o mais influente clérigo do país, Harith Al Dhari. A reação sunita só aumenta a fragilidade do instável governo do premiê Nuri Al Maliki, que é xiita, como a maioria da população iraquiana, e pode estimular mais violência no país.

Abdul Al Kubaisi, porta-voz da associação, disse que a ordem de prisão busca encobrir “os atos das forças de segurança do governo que matam dúzias de iraquianos diariamente”. O vice-presidente Tariq Al Hashimi, também sunita, pediu o cancelamento imediato da ordem de prisão, que, segundo ele, “destrói o plano de reconciliação nacional”.

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