Tribuna do Leitor

“Last, but not least”


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Embora nada tenha dirigido e tampouco me reportado à autora da carta aqui publicada sob o título “Que falta de compreensão” (Tribuna do Leitor, pág 2, 16/11), e, para encerrar polêmica que, agora, já se desvia do bom tom, comento:

1 - 14h30, o horário em que o prefeito do tipo que se descontrola a ponto de deixar o prato cair” (sic) almoçava em um “fast food”, é o mesmo horário (e não 2h30) em que lá se encontrava, também almoçando, a genitora do candidato a prefeito a que me referi em minha carta anterior (“Que falta de polidez” de 15/11). O Alcaide - que, aliás, não admiro - não pode, a senhora... pode!!

2 - Diferentemente do que diz a missivista, meu horário de almoço, quando os meus afazeres e as circunstâncias assim permitem, é 13 horas, em minha residência e com minha família. Necessário observar aqui que o importante para mim, senhor editor, é poder olhar minha família de frente! Por todos os atos que pratico, dos quais nunca me envergonhei, primeiro dou satisfação à minha família. Há, eu sei, os que não pensam assim. Entretanto, é bom que se diga aqui, não costumo e nem preciso “encarar” ninguém, mesmo porque essa não é a minha maneira de fitar as pessoas. Os rancorosos, esses sim, encaram...

3 - Vivo, sim, “da etiqueta” e na etiqueta, em razão de minha esposa ser competente educadora especializada no ministério de cursos e palestras de etiqueta social e “marketing pessoal”, o que complementa nosso orçamento doméstico. Ela mantém neste jornal, convidada que foi, uma coluna semanal. Atestam isto que afirmo a Esalq (Piracicaba), o Sesc (Bauru), a Empresa de Eventos Ticomia, centenas de alunos e ex-alunos, e o próprio JC.

4 - Efetivamente, não tenho mãe! Ela já é falecida. Se viva fosse, e se fosse o caso, ela mesma se encarregaria de, educadamente, esclarecer acontecimentos que lhe dissessen respeito.

5 - “Sua falta de compreensão e sensibilidade o faz pensar (sic) que tudo é política”. Não é que minha falta de compreensão e de sensibilidade me fazem pensar que tudo é política, senhor editor! É que o ato de viver, em si e de per si, é essencialmente político! Desde o primeiro “bom dia” até o último “boa noite”... Afinal, política é a “habilidade no trato das relações humanas” (Aurélio Buarque de Hollanda). É bem por isso que me dirijo àquela senhora, através dessa editoria, da forma mais calma, franca e educada que estou podendo.

6 - Na minha opinião (e creio também que na opinião dos seus leitores), o Jornal da Cidade é sério, isento e neutro. Assim sendo, não seria necessário que eu presenciasse a desagradável cena descrita pelo senhor editor da coluna “Entrelinhas”, cena essa que, aliás, não “ouvi”(sic), mas li neste jornal.

7 - Já que pejorativamente foi abordada pela missivista a expressão “derrota”, necessário se faz lembrá-la que o senhor candidato em torno do qual nasceu esta polêmica, ele, sim, foi derrotado duas vezes, nas duas tentativas de assumir cargos eletivos. Mas a vida é assim mesmo: nem tudo que almejamos acontece.

8 - “Last, but not least”, tenha-se por óbvio que não sei “o que é ser mãe”, mas sei o que é ser pai e avô e sei, também, principalmente, o que são amizades significativas e duradouras. Enfim, permito-me, peremptoriamente, não voltar a tratar deste assunto aqui ou em qualquer outro local, em respeito à missivista e ao senhor seu marido. Agradecendo respeitosamente a “finesse” e a enormidade de elogios com que fui premiado por aquela senhora e pedindo desculpas a essa editoria, se assim for julgado conveniente, subscrevo-me, atenciosamente.

João Guilherme Ortolan - RG 10.938.473-SSP-SP

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