Saúde

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• Alimentos em discussão 1

O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), colocou em consulta pública proposta de regulamentação da propaganda e publicidade de alimentos que, consumidos em excesso, podem causar problemas de saúde. A idéia é restringir a promoção de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans, de sódio e de bebidas com baixo teor nutricional. O prazo da consulta pública para apresentação de críticas e sugestões da sociedade, indústrias de alimentos, agências de publicidades e outros setores teve início no dia 13 de novembro e termina no dia 11 de janeiro de 2007.

• Alimentos em discussão 2

São exemplos de propostas para regulamentação da propaganda: proibir a distribuição de amostras grátis e brindes, cupons de descontos e vetar a realização de degustação e apresentações especiais desses alimentos. O texto também propõe a inclusão de regras relacionadas à produção de material educativo direcionado às crianças, proibindo qualquer alusão aos alimentos com quantidade elevada de açúcar, de gordura trans e saturada, de sódio e bebidas de baixo teor nutricional.

• Farmácia Popular

O Ministério da Saúde ampliou o número de atendimentos e convênios com unidades aptas a fornecer medicamentos para hipertensão e diabetes à população no sistema de co-participação com o governo federal. Agora, por meio da Expansão do Farmácia Popular, 3.072 lojas, em 676 municípios de todas as regiões do País, estão autorizadas a atender em nome do programa. Essas unidades já realizaram mais de 1 milhão de atendimentos, desde o início da cooperação entre o governo e a rede privada, em março deste ano. Mais informações sobre o programa, como os endereços das lojas cadastradas à expansão do Farmácia Popular do Brasil com a rede privada de farmácias e drogarias, podem ser encontradas no portal do Ministério da Saúde, www.saude.gov.br, ou pelo Disque Saúde, 0800 61 1997.

• Mortalidade por câncer 1

O câncer de colo do útero é uma das principais causas de mortalidade por câncer em mulheres, principalmente em países menos desenvolvidos. Há uma série de fatores de risco relacionados à doença, que pode ser identificada precocemente e prevenida de forma mais fácil, através do exame de citologia oncótica, mais conhecido como Papanicolaou. Infelizmente, ainda são poucas as mulheres que se submetem com freqüência ao exame, seja por deficiência do sistema de saúde público brasileiro seja por desconhecimento da importância de sua realização por um grupo de mulheres. Isso é o que mostram Vivian Amorim e colegas da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade de São Paulo em um estudo realizado com 290 mulheres do município de Campinas.

• Mortalidade por câncer 2

Na pesquisa, a equipe observou que 16,7% das mulheres não haviam realizado o exame nos três anos que antecederam a entrevista, sendo que 8,5% das mulheres entre 40 e 59 anos e 11,2% com 60 anos ou mais referiram que nunca haviam realizado o Papanicolaou. Segundo os especialistas, “mulheres com 60 anos ou mais de idade, por não estarem mais em idade fértil, tendem a deixar de realizar consultas ginecológicas, afastando-se das práticas preventivas para o câncer de colo uterino exatamente quando a incidência da doença aumenta”. Os resultados mostram também que a não realização do mostrou-se associada a diversas variáveis demográficas e sócio-econômicas, sendo maiores as taxas de não realização entre as mulheres com idade de 40 a 59 anos, com até quatro anos de escolaridade, com renda mensal familiar per capita menor ou igual a quatro salários mínimos, com a posse de até nove bens duráveis, que se auto-referiram pretas/pardas e que moravam em domicílios com cinco ou mais pessoas.

• Sarampo na Bahia 1

Equipe da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde investiga dois casos confirmados de sarampo no interior da Bahia. Foram identificadas uma pessoa com 18 anos e outra com 9, não vacinadas, no município de João Dourado, distante 445 km de Salvador. Durante a investigação epidemiológica e o bloqueio vacinal, foram levantados mais 16 casos suspeitos no mesmo município. Dentre estes casos, três pessoas que participaram de uma excursão em Lençóis, a 409 km de Salvador, local de intenso turismo na Chapada Diamantina. Até o momento, não é possível confirmar se houve contato com estrangeiros ou pessoas que apresentassem sinais e sintomas do sarampo durante esta excursão.

• Sarampo na Bahia 2

O sarampo é uma doença infecciosa aguda transmissível, cujas complicações principais são as otites e as pneumonias. A prevenção é feita por meio da vacinação adequada, com a vacina tríplice viral. As crianças são o grupo de maior risco para as complicações e óbitos pela doença.

Desde o final dos anos 90 que vem sendo desenvolvida uma política intensiva de erradicação desta doença nas Américas, o que resultou, até o momento, na eliminação da transmissão autóctone do sarampo neste continente. O Brasil não registra transmissão autóctone do sarampo desde o ano 2000. No entanto, surtos têm sido periodicamente detectados em vários países do continente americano, a partir da re-introdução do vírus por pessoas infectadas, vindas de países de outros continentes.

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