Tribuna do Leitor

O ideal quixotesco


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D. Quixote de La Mancha, personagem notável da história espanhola, sonhador, vive deliberadamente fora do mundo real e não aceita que a história o desminta, assim como a Espanha cervertina. Acreditava ter como missão resgatar um passado de glória: o da expansão espanhola.

D. Quixote e seu inseparável cavalo Sancho Pança lutavam pela justiça em um mundo tão ausente dela. Como poderíamos associar esses fatos à nossa realidade? De fato, há uma grande relação, pois desde a antigüidade vêm havendo lutas, fomento por um mundo mais humano, onde a justiça não tenha que ser exigida, mas que esteja pronta para ser aplicada.

Podemos seguir o exemplo do personagem de Cervantes, que lutou pela igualdade, e estabelecer uma relação com o nosso País, repleto de chagas sociais à espera de soluções. Heróis não são aqueles de história em quadrinhos. São cidadãos que, a todo momento, pensam no próximo, lutam por um mundo melhor, onde as disparidades econômicas não sejam tão evidentes. Portanto, devemos ser um pouco quixotescos no meio em que vivemos, lutando pelo social, por um Brasil mais justo, sem disparidades econômicas, corrupção, minimizando, assim, as mazelas sociais e futuramente alcançando o tão esperado desenvolvimento.

Leonardo Kerche Nascimento - estudante da 3.ª série do ensino médio - RG 34.285.055-6

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