“Aos homens sobrevive o mal que fazem, mas o bem, quase sempre, é enterrado com os seus ossos” é uma fala de Antonio na peça Julio César, de Shakespeare, como bem a conhece o professor Paulo Neves. Este paradoxo também parece se dar com as Administrações. Todo governo novo faz vistas grossas às medidas boas de seu antecessor, mas usa lentes de aumento no exame de suas falhas.
O viaduto inacabado é um fantasma que acompanha Tidei de Lima para sempre, e obscurece tudo que ele fez de bom pela Unesp, Hospital Estadual, etc. Parece também que em qualquer tipo de mudança administrativa, seja nas eleições das Lojas Maçônicas, Clubes de Serviço, Órgãos de Classe, Clubes de futebol e todas as outras, isso se dá.
Certa vez, houve uma eleição para o Grêmio Estudantil do nosso Ginásio, em Campinas. Quando a nova diretoria foi tomar posse recebeu a sede com algumas falhas, tais como a máquina de escrever faltando letras e o sumiço da chave do banheiro. Mas o incrível, mesmo, foi o desaparecimento de um item minúsculo, quase imperceptível à visão e de difícil constatação, isto é, ninguém sabia onde estava uma mesa de pingue-pongue!
Contado por Rui Bertoti