Cultura

Nas telas e nas páginas

Da Redação
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Acompanhando o épico religioso “Jesus – A História do Nascimento” (New Line Pictures), que chegou às telas dos cinemas neste final de semana, as livrarias de todo o País recebem o livro ilustrado de mesmo nome que apresenta imagens exclusivas do filme, além dos textos bíblicos que inspiraram o roteiro e comentários dos realizadores.

O lançamento de luxo da editora Hagnos visa o mercado de presentes natalinos, na esteira do sucesso que a produção de US$ 50 milhões pretende alcançar com um público mais sensibilizado e aberto a sua fé, em virtude do final do ano. O livro “Jesus – A História do Nascimento” mescla uma bela seleção de fotografias tiradas durante as filmagens com passagens bíblicas que marcam a trajetória de Maria e José até nascimento do menino Jesus.

Ao contrário do filme, que segue a cronologia dos eventos, o livro divide o foco entre os personagens envolvidos. A seqüência de imagens marcantes de Maria, José, anjo Gabriel, os Reis Magos, rei Herodes, Zacarias e Isabel e dos pastores é conjugada com versículos da Bíblia, retirados do Novo e Velho Testamentos (evangelho de São Lucas e livros de Isaías, Salmos, Malaquias, Números, Mateus e Jeremias).

“Além do conteúdo cuidadosamente selecionado, o material é muito bonito e cada página recebeu atenção especial”, destaca Daniel Dantas, da Editora Hagnos. “A idéia do livro é mesmo ser um complemento do filme, algo para guardar para sempre”, completa, em entrevista divulgada pela assessoria de imprensa. O livro tem capa dura e encadernada, e preço sugerido de R$ 33,90.

Realismo em detalhes

Hollywood redescobriu que épicos religiosos podem representar uma bênção nas bilheterias. “Jesus - A História do Nascimento” é o primeiro filme inteligente e artística e espiritualmente satisfatório a emergir dessa tendência. A história já conhecida é apresentada como narrativa de aventura histórica, cuidadosamente precisa, que retrata o mundo da época do nascimento de Jesus com verossimilhança.

A jovem Keisha Castle-Hughes (indicada ao Oscar por sua atuação em “Encantadora de Baleias”) representa não tanto a Virgem Maria, mas uma jovem cheia de coragem e garra nascida de uma família honrada, mas pobre de Nazaré. Quando um diáfano Arcanjo Gabriel aparece em cena, fica claro que estamos no reino da mitologia. Mas o filme, escrito por Mike Rich e dirigido por Catherine Hardwicke, se atém com a maior fidelidade possível ao relato realista do nascimento do menino Jesus.

Hardwicke já dirigiu o drama adolescente sombrio “Aos Treze” e o filme sobre skate “Os Reis de Dogtown”. Nenhum dos dois nos preparou para vê-la seguir os passos de Cecil B. DeMille. Mas ela o faz com sensibilidade e autoconfiança notáveis. Ela e Mike Rich afastam quaisquer temores que pudessem ter sobre reapresentar uma história de escola dominical e, em lugar disso, se concentram no drama inerente a um épico sobre sacrifício e destino.

O filme presta atenção minuciosa a detalhes. O mundo da antiguidade - com suas vestimentas longas, casas de pedra, vilarejos distantes uns dos outros e imensos desertos áridos - têm cores de terra, harmoniosas, que, na direção fotográfica sutil de Elliot Davis, constituem um deleite para os olhos. As locações em que o filme foi rodado - Matera, na Itália, Marrocos e Israel - oferecem visuais surpreendentes, e o designer de produção Stefano Maria Ortolani faz o mundo bíblico ganhar vida.

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