Cultura

Direto da Bahia

Por Da Redação | Com Folhapress
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Ela nunca fica parada: seja no palco, nos eventos sociais que participa, nas gravações dos discos - ela grava, em média, um CD por ano -: Daniela Mercury acaba de lançar “Balé Mulato Ao Vivo”, versão do álbum que lançou em 2005 já convertido em disco de ouro (vendeu mais de 50 mil) e em turnê pelo Brasil.

“Eu nunca tinha registrado um show meu. Cada turnê tem um cenário, eu sempre mudo as músicas, a decoração de palco. Esse DVD é para os fãs que não tiveram a oportunidade de assistir a esse show, que encantou a todos que o viram”, diz a cantora, que completou 20 anos de carreira neste ano.

Em sua discografia, Daniela já lançou o “MTV Ao Vivo – Eletrodoméstico” (CD e DVD) e “Baile Barroco”, DVD gravado ao vivo no Carnaval da Bahia, em cima do trio da cantora. “Eu adoro ‘Eletrodoméstico’, mas há quem diga que seja pensado demais. Como o novo disco é um retorno à minha síntese, o ‘Balé Mulato’ foi uma maneira de resgatar minhas fusões marcantes, que identificaram minha batida. É um DVD mais espontâneo. Não consegui deixar de me repetir, mas não era esse meu objetivo”, comentou, na coletiva online realizada nesta semana.

Acompanhada de músicos travestidos, representando figuras do teatro mambembe, o DVD traz um show de cores e visita a maioria das faixas de “Balé Mulato”. Estão presentes, entre as 23 canções, “Olha o Gandhi Aí”, “Amor de Ninguém”, “Meu Pai Oxalá” - de Toquinho e Vinicius de Moraes -, “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, “Você Não Entende Nada”, de Caetano Veloso, e “Essa Ternura”, versão para “A Certain Softness”, de Paul McCartney.

“São músicas que dizem muito não só de mim mas de todo povo baiano e brasileiro. Gosto muito da minha terra, acho que a Bahia é o umbigo do mundo. E todo mundo tem um pouco de baiano dentro de si”, fala Daniela.

A cantora também resgatou clássicos do Carnaval como “Baianidade Nagô” e “Prefixo de Verão”. “São canções muito bonitas, muito expressivas. Eu as amo, tenho um afeto imenso. O Carnaval significa uma alegria imensa, talvez a música pop deixe isso de lado e eu não quero perder isso de vista”, aponta.

Na coletiva online, Daniela falou ainda sobre seus planos com a carreira internacional e o lançamento do DVD no Exterior. “Manter a relação com minha cidade, com meu País, tem sido difícil. Decidi fazer uma carreira internacional morando na Bahia. Isso é coisa de baiano (risos). Shakira e Alejandro Sanz, quando estouraram, foram morar fora de seus países. Eu não busco isso. A minha carreira internacional foi uma conseqüência. Me interessa muito o Brasil se firmar na cultura”, afirma.

Questionada sobre a exploração de elementos urbanos e de favelas no cenário do DVD e de figuras do “Brasil vendido para exportação”, Daniela respondeu que esse tipo de estereótipo é o próprio povo brasileiro. “A cultura brasileira tem muito de samba, muito de festa. Isso pra mim é muito positivo. O Brasil, de fora, é conhecido pelo Carnaval. Claro, é pouco para mostrar o Brasil como um todo. Um DVD feito para meu coração não é para exportação. Estudo o que faço, tenho profundidade”, responde.

A baiana falou ainda sobre uma música que deve lançar com o DJ e produtor Fatboy Slim. “Nós havíamos esquecido de batizar a música, aí ele disse para eu batizar, mas eu não queria fazer isso sem ele. Antes a identificávamos como ‘Ula la la’, mas não é isso (risos), daqui a pouco vamos batizar essa música. Mas o trabalho como um todo (com o DJ) foi ótimo”, adianta.

O show foi gravado no tradicional farol da Barra, em Salvador, há um mês e meio, para um público de 100 mil pessoas. Nos extras, making of da gravação do show, entrevista com a cantora, bastidores e dois clipes: o inédito “Quero a Felicidade”, com Jammil e Uma Noites, e o sucesso “Topo do Mundo”.

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