Nacional

Capital terá mercado de flores em 2007

Por Evandro Spinelli | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo deve ganhar um mercado de flores em 2007. As obras, com duração de oito meses, estão previstas para começar em janeiro e a abertura parcial do mercado está programada para maio. O investimento de R$ 17 milhões será feito pela iniciativa privada. A SPTuris está com a licitação em andamento para a escolha da empresa que fará o investimento e poderá explorar o mercado. Antes será feita uma audiência pública para apresentar o projeto a potenciais investidores.

Clóvis Carvalho, diretor da Agência de Desenvolvimento da Cidade de São Paulo e presidente do Conselho de Administração da SPTuris, disse que já há empresas interessadas, mas não quis revelar os nomes. Pelo projeto, o investidor construirá o mercado e poderá alugar os espaços e cobrar estacionamento pelo período de 20 anos. A prefeitura receberá uma parte da receita. Vence a licitação quem oferecer a maior participação ao município.

A obra será construída em um terreno ao lado da marginal Pinheiros, em frente à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp), na zona oeste. A área pertence à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e foi cedida para a construção do mercado. De acordo com Carvalho, o projeto deve gerar 1.500 empregos diretos e 4.500 indiretos.

Serão 268 lojas para a venda de flores no varejo, 32 boxes na área de alimentação e um pavilhão para a venda no atacado com capacidade para 120 caminhões estacionados simultaneamente. Ele estima que a empresa que vencer a licitação conseguirá recuperar o investimento em aproximadamente três anos. O local movimentará cerca de R$ 100 milhões em negócios por ano, de acordo com o projeto apresentado.

Um dos objetivos apontados pelos envolvidos no projeto para a criação do mercado é trazer para São Paulo os turistas que hoje têm a cidade de Holambra (125 quilômetros de SP) como referência para o setor de flores. O protocolo de intenções para a implantação do mercado foi assinado em outubro pelo prefeito Gilberto Kassab (PFL) e pelo governador Cláudio Lembo (PFL).

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