O Fundeb é mais um projeto que visa a melhoria da qualidade de ensino, mas que, na prática, funciona? Para a secretária municipal de Educação, Ana Maria Daiben, essa questão é um tanto relativa.
“Depende da política de educação que o município adota. Sempre digo: não basta termos recursos financeiros. Temos que saber aplicá-los”, resume.
Daiben diz que não é intenção da secretaria implantar o ensino de nove anos a toque de caixa. Por isso, a insistência de criar uma estrutura favorável ao projeto, que abrange desde o aprimoramento de professores às adaptações físicas das escolas.
A secretária também acredita que Bauru tem muito a ganhar com o Fundeb, especialmente porque é uma cidade que tem priorizado o ensino infantil, ao contrária da maioria dos municípios.
“Nossa rede municipal conta 14 escolas de ensino fundamental e 60 de educação infantil. À medida que o recurso do governo federal, agora via Fundeb, será repassado pelo critério do per capta, Bauru deve passar a receber uma verba significativa. Nossa cidade é quase uma exceção no Estado de São Paulo”, salienta.
Apesar dessa expectativa, a secretária ainda não tem uma projeção do valor que Bauru passaria a receber a mais com o Fundeb.