Polícia

Rapaz alega engano

Luiz Galano
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Leandro Cardoso afirma que foi vítima de um engano, que depois transformou-se em um complô. “Fui confundido pelo menino e não tive uma defesa feita de forma correta. O advogado que me atendeu trabalhava para o Estado e também para particulares. Não sei se dei pouco dinheiro a ele, mas sei que ele foi comprado pela mãe da vítima. Ela pagou para que ele não me defendesse corretamente.”

Cardoso alega que morava numa localidade distante cerca de 7 quilômetros de onde a vítima, que afirma nunca ter visto antes das intimações, residia. “Alguém que comete um crime uma vez não pára de repente, ao meu ver. E nunca teve nenhuma reclamação a meu respeito”, diz.

Em entrevista ao JC, ele faz um apelo. “Eu não posso pagar por um crime que não cometi. Se tiver algum advogado puder me ajudar, fazendo uma defesa justa, eu agradeço porque até agora só sofri.”

Jornal da Cidade - O senhor fugiu da prisão?

Leandro Cardoso - Fugi, em 2003.

JC - Como fugiu?

Cardoso - A gente arrumou um jeito.

JC - Por que veio para Bauru?

Cardoso - Tenho familiares aqui.

JC - O senhor cometeu esse crime?

Cardoso - Eu não cometi. Tenho certeza da minha inocência.

JC - Porque fugiu ao invés de tentar provar sua inocência?

Cardoso - Depois que assinei a sentença, só encontrei esse meio. Não iria ficar lá para pagar por um crime que não cometi.

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