No mundo da tecnologia, os games são considerados uns dos brinquedos favoritos das crianças. Seja no computador ou no videogame, são tantos jogos, personagens e aventuras que é quase impossível resistir a esta diversão virtual. Que o diga Caique Koiti Ite, 9 anos, aluno da 3.ª série do ensino fundamental. Ele, que nasceu e mora no Japão, está em Bauru passando uma temporada de férias. Na mala, fez questão de trazer todos os seus videogames. “Eu tenho quatro. E gosto de todos eles”, conta o garoto. Além do PlayStation 2 e de um portátil, ele se diverte com o Nintendo DS e um gameboy. No Natal, deseja ganhar de presente para o Papai Noel a terceira versão do PlayStation, que faz muito sucesso e promete ser um dos brinquedos mais pedidos pela criançada.
Apaixonado por videogame, Caique começou a jogar aos 5 anos, na companhia de amigos. E não parou mais. Hoje, esta diversão faz parte de sua rotina. Um de seus jogos preferidos é o “Star Wars” (“Guerra nas Estrelas”). Apesar de ser fã de games, o menino diz que só pode brincar depois de estudar e fazer as tarefas. “Se eu tirar nota baixa no colégio, minha mãe não deixa mais eu jogar.” Nas férias, embora tenha um tempo mais livre, ele também evita ficar muitas horas em frente à telinha do videogame. “Senão, vicia”, explica.
Assim como Caique, diversas crianças são fãs de games. Maria Júlia da Costa Campos, 8 anos, aluna da 3.ª série do colégio São José, é uma delas. “Eu não gosto de videogame, eu adoro!”, diz. Em sua casa, os games também vêm depois dos estudos. “Jogo ‘umas’ quatro vezes na semana. Só agora, nas férias, é que brinco mais”, diz ela, que costuma jogar games junto com seu irmão, Lucas Ribeiro Campos, 5 anos. “Ele é pequeno, mas já sabe várias coisas. Ele gosta de joguinhos de luta”, conta.
Maria Júlia também começou a se divertir com o videogame antes mesmo de saber ler e escrever. Com aproximadamente 3 anos, ela se encantou com o mundo virtual ao ver seu primo Bruno Martins Ribeiro, 11 anos, da 6.ª série do Colégio São José, jogando. “Eu gosto de games de avião, pingue-pongue e futebol”, diz. Foi assim que a menina passou a jogar bola, revela. “Aprendi brincando com o videogame. Na escola, eu sou a zagueira (ocupa a posição de defesa) do time de futebol”, diz.
Ela ressalta que jogar videogame fica ainda melhor na companhia de outras pessoas. Seu primo Guilherme Daniel Cordeiro, 8 anos, da 2.ª série da Escola Estadual Antônio Xavier de Mendonça, concorda. “Gosto de brincar com a Maria Júlia e o Bruno. Adoro partidas de futebol”, diz.
Para Bruno, o videogame é sinônimo de diversão garantida, especialmente nas férias. Ele se considera fã das aventuras virtuais. “Ganhei meu primeiro game quando tinha 6 anos. Achei muito legal”, lembra. Se dependesse dele, passaria mais horas brincando com o PlayStation 2, conta. “Gosto muito de games de esportes, como o futebol. Eu jogo de manhã ou à noite, não fico o tempo todo porque preciso estudar e fazer tarefa”, diz.
Já Kaic Paulin Ferraciu, 11 anos, aluno da 5.ª série do Colégio Camões, em Santa Cruz do Rio Pardo, conta que evita jogar muito videogame para não enjoar. Nem por isso deixa de ser fã dos joguinhos virtuais. “Gosto mais das corridas de carro e, depois que chego da escola, costumo me reunir com meus amigos para brincar”, diz. Quando pode, o garoto também freqüenta lan houses, mas sempre na companhia dos pais.