Saúde

Câncer de pulmão é o mais letal

Por Daniela Ortega | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Sem muitos sintomas aparentes, o câncer de pulmão é o tipo de tumor maligno mais letal que existe. Segundo os médicos, o maior problema é que, na maioria dos casos, ele é descoberto já em estágio avançado, quando as chances de cura são menores. “Essa possibilidade cai de 80% no estágio inicial para 20% no mais avançado’’, diz Célia Tosello, chefe do departamento de oncologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

Especialistas afirmam, porém, que o problema é detectar os sinais do problema no organismo. “Como a maioria dos cânceres, os sintomas só aparecem quando o comprometimento já é grande’’, diz Marcelo Calil, oncologista do Hospital Beneficência Portuguesa de Santo André (ABC).

E não há muito o que fazer a respeito disso. Ambos os médicos dizem que o exame ideal para detectar o tumor é a tomografia de tórax, que é cara e não é acessível à maior parte da população. Para eles, a melhor medida é o paciente se prevenir.

“O maior agente causador desse tipo de câncer é o tabaco. O ideal é não fumar ou parar de fumar. Pesquisas indicam que, após cinco anos sem cigarros, a chance de ter um câncer de pulmão é reduzida em 50%’’, explica Tosello.

Calil completa dizendo que o tabaco não é o único responsável – do contrário todos os fumantes teriam a doença -, mas é um grande fator de contribuição, além de idade e exposição a alguns produtos químicos como arsênio e hidrocarbonetos. “Quem trabalha diretamente com asfalto, por exemplo, deve ficar atento’’, afirma a médica.

Os oncologistas recomendam que as pessoas façam acompanhamento com um pneumologista e, anualmente, façam um raio X de tórax. O câncer de pulmão em jovens é raro, segundo os oncologistas. A maior parte dos casos aparece após os 40 anos, “mas a média é por volta dos 60 anos’’, conta o médico do Beneficência Portuguesa.

Da mesma forma, o tratamento de pessoas mais velhas é mais complicado, porque, normalmente, esses pacientes tem outros problemas, como diabetes e hipertensão. O tratamento mais eficiente, de acordo com Calil, é a cirurgia. “Para obter a cura, só com operação.’’

A quimioterapia e radioterapia também são técnicas usadas em combinação com a retirada do pulmão ou de parte dele para assegurar que possíveis células de câncer no sangue sejam destruídas. Calil diz que, após o tratamento, é preciso de acompanhamento médico por cinco anos. Só depois disso o paciente pode ser considerado curado.

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