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Com licença...: Champanhe, símbolo de festa e glamour

Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 5 min

Dezembro é tempo de festas: formaturas, casamentos, confraternizações, Natal e Réveillon. Nada mais representa tão bem estas festas do que uma borbulhante taça de champanhe. É o vinho mais conhecido, reconhecido e glamouroso do mundo. Típico de uma região demarcada, que leva o mesmo nome do vinho. Encontra-se na França, a Noroeste de Paris, e tem como referências as cidades de Reims, famosa pela sua belíssima catedral, Epernay, e o Rio Marne.

Segundo a bibliografia vinícola, o monge beneditino Dom Pierre Pèrignon, responsável pela adega da Abadia de Hautevilles, no coração de Champagne, foi quem recebeu a coroa de criador do método para a elaboração do novo vinho, em 1668.

O champanhe é feito com as uvas chardonnay (branca), pinot noir e meunier (escuras). Existem dois tipos desse vinho: o branco e o rosé. Um dos processos para a sua elaboração é a “assemblage”, mistura de vinhos de diferentes safras e das diferentes regiões de Champagne. É onde entra a habilidade e sensibilidade do enólogo. Justamente por misturar vinhos diferentes, os champanhes não costumam ser safrados. Somente os provenientes de safras excepcionais trazem no rótulo o ano da referida safra.

Os vinhos gaseificados, elaborados fora da região de Champagne, são denominados espumantes. O Brasil tem produzido ótimos espumantes, recebendo premiações no Exterior, até mesmo na Europa.

O champanhe e o espumante ganharam espaço no século 18, quando surgiram as garrafas mais resistentes e as rolhas capazes de suportar a pressão do vinho fermentado.

O champanhe é o vinho da alegria, do encantamento, do sonho, da emoção, do amor... Os vinhos gaseificados desprendem borbulhas que, na taça, formam bolhinhas que lembram as contas de um colar de pérolas e, por esta razão, recebem o nome de “pèrlage”.

A elaboração do champanhe é um dos mais belos trabalhos a que se dedica o homem, porque, mesmo com toda a moderna tecnologia, é necessário uma extrema dedicação em suas diversas fases.

Como servir

A taça indicada para servir o champanhe é a “flûte”, isto é, em formato de flauta: haste alta e estreita. Deve ser de cristal transparente (que não seja colorida) e lisa, para não ocultar a bela visão da bebida e a mágica liberação de suas bolhas de gás.

Este tipo de taça, com a boca mais estreita, retém por mais tempo as bolhas, favorece a concentração e a percepção dos aromas.

Deve ser servido com a taça inclinada, que deve ser levantada na medida que o líqüido for sendo entornado. Serve-se somente 1/3 da taça e a temperatura deve estar em torno de 7ºC.

Para abrir o champanhe, retira-se a gaiola (armação de arame sobre a rolha) e com um guardanapo pressiona-se a rolha de todos os lados até que se desprenda totalmente, abafando o estouro com o próprio guardanapo. Não se deve “estourar” o champanhe porque o líqüido vai transbordar, perdendo-se um pouco da preciosa bebida.

Outro procedimento é guarnecer a garrafa com um guardanapo para que o calor da mão não esquente o vinho. O rótulo precisa ficar à vista e voltado para a pessoa que está sendo servida.

Pode-se servir champanhe desde o aperitivo até a sobremesa. Porém, cuidado com o estoque, pois, se pretender servi-la, não poderá faltar. Não se esquecer que toda bebida é servida pelo lado direito da pessoa.

Como beber

A primeira regra é beber com moderação.

Segura-se a “flûte” pela haste e não pelo bojo. Segurar uma taça pelo bojo é gafe.

Não virar a taça para tomar até o último gole. Pelo contrário, beber bem devagar, sorvendo pequenos goles.

Na hora de brindar, basta erguer as taças. Não há necessidade de tocá-las.

Quando estiver comendo, limpe a boca com o guardanapo antes de beber, para não sujar a taça e interferir no paladar da bebida.

Curiosidades

“Venham! Estou bebendo estrelas”! (Dom Pierre Pèrignon)

“Eu só bebo champanhe quando estou feliz e quando estou triste. Às vezes eu bebo quando estou sozinha, mas quando estou em companhia considero obrigatório. Eu me distraio com champanhe quando estou sem fome e bebo quando estou faminta. Fora isso, eu nem toco nele, a menos que esteja com sede”. (Madame Lily Bollinger)

“Na vitória a mereço; na derrota, preciso dela”. (Napoleão Bonaparte)

A música “Champagne”, composta pelo cantor siciliano Pepino di Capri, divulgou a música e o vinho pelo mundo.

Frank Sinatra fez, no cinema, embalado pelas músicas do compositor Cole Porter, encantos e cenas regadas a champanhe que alegraram e alegram muitas pessoas até hoje. Sua preferência pelo vinho foi tão notória que a produtora Korbel, tradicional vinícola californiana, homenageou-o com o Cuvée Rosé Brut Frank Sinatra. (Lembrando que um vinho californiano não é um champanhe, mas sim um espumante.)

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Gostaria de algumas sugestões de presentes para formandos. (Sueli)

Resposta: Dependendo da profissão, os presentes podem variar. Porém, sugiro alguns que agradariam a todos: um porta-retrato grande, pois as fotos da formatura são grandes, uma agenda de couro personalizada (com o nome da pessoa gravado), caneta, Bíblia (também personalizada), um relógio de mesa, enfim, são peças que podem ser usadas em casa ou no ambiente de trabalho. Vale muito conhecer a pessoa, pois o estilo de cada um pede um presente. Com paciência, tempo e boa vontade, tenho certeza que você encontrará o que procura. Não se esqueça que o melhor presente é estar presente.

Pretendo convidar umas amigas da faculdade para um chá. A xícara deve ficar com a boca para cima ou para baixo? (Renata)

Resposta: As xícaras devem ficar com as bocas viradas para cima, sobre o pires e este sobre o prato de sobremesa. Mas não se esqueça de servir também um suco, pois, se estiver calor, o chá quente não vai agradar. Uma jarra com água não pode faltar.

* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros

“Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania” www.educacaoerequinte.com.br

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