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Gestão Lula tem sua melhor avaliação

Folhapress
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Brasília - Pesquisa CNI-Ibope divulgada ontem mostra que a avaliação da gestão de Lula atingiu seu patamar mais alto, com 57% de ótimo e bom, 28% de regular e 13% de ruim ou péssimo. A nota, 7, também é a mais elevada já obtida. O levantamento corrobora o que o Datafolha revelou no domingo, que Lula entra forte em seu segundo mandato, tanto em termos de expectativa da população quanto de avaliação do seu governo.

A pesquisa também mostra que a maioria da população é contra dois dos principais pontos discutidos na reforma política, o financiamento público de campanhas e o fim da reeleição. Segundo o levantamento, 77% são contra o financiamento público, que é apoiado por apenas 16%. No caso da reeleição, 58% são a favor, e 38% são contrários - algumas das principais lideranças políticas do país defendem o fim da reeleição. A maior parte dos entrevistados também se disse contra o voto obrigatório (54%).

A expectativa para o segundo mandato é grande. Para 68%, será ótimo ou bom. Para 17%, regular, e 11% prevêem um governo ruim ou péssimo. A pesquisa do CNI-Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios, entre os dias 7 e 10 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima.

“Salto alto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em Manaus (AM), que não usará “sapato alto” após ser considerado o presidente mais bem avaliado da história do Brasil, segundo pesquisa Datafolha. Lula disse que pode “ajudar a encontrar uma solução” para a questão do aumento dos salários dos deputados federais. O presidente afirmou que não é possível comparar o seu governo com os anteriores e que espera ser reavaliado após o término dos oito anos no poder.

De acordo com a pesquisa Datafolha, 59% dos brasileiros esperam um segundo mandato ótimo ou bom do petista. “Estou muito satisfeito (com a avaliação). Obviamente, em vez de me deixar de sapato alto, me coloca com mais responsabilidade. Tenho que trabalhar mais no segundo mandato.” De acordo com o presidente, o Brasil terá o crescimento que “merece” e uma “conseqüente distribuição de renda na hora que destravar a possibilidade de desenvolvimento do País e de investimentos”.

Ao ser questionado sobre o reajuste de 91% nos salários dos parlamentares, Lula disse que o Congresso é autônomo. “O presidente da República não pode tomar uma decisão no que diz respeito ao Congresso Nacional nem no que diz respeito ao Poder Judiciário. Cada um arca com a responsabilidade com as coisas que foram feitas.”

Ele cogitou, no entanto, intervir na questão. “Eu estou analisando, estou lendo as matérias nos jornais”, disse. “Se a minha contribuição de conversar com os presidentes das Casas puder ajudar a encontrar uma solução, eu irei ajudar.”

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